Do Japão aos EUA, onda de calor deixa mortos e maltrata países do norte

Do UOL

Os termômetros não param de subir no norte do planeta. Da Ásia à América do Norte, passando pela Europa, diversos países sofrem com o calor extremo que marca o verão de 2018 - que, do lado de lá da linha do Equador, acontece entre 21 de junho a 23 de setembro.

"O que nós sabemos agora é que a amplitude das ondas de calor que estamos tendo na Europa, mas não só na Europa, está relacionada às mudanças climáticas", disse à Rádio França Internacional (RFI) o diretor de pesquisa do Laboratório Francês de Ciências do Clima e do Meio Ambiente, Robert Vautard. 

Com dias ensolarados em que a temperatura chega a passar dos 40 graus, os países têm assistido a consequências inusitadas, como o florescimento de um agave, planta típica do México, em Berlim, a disparada de venda de ventiladores na França e renas escondendo-se em túneis rodoviários na Noruega.

Mas os impactos são, em sua maioria, drásticos. No Japão, com uma grande população idosa, o saldo de mortos já é de pelo menos 138 devido ao calor. Na Grécia, em Portugal e na costa oeste dos EUA, incêndios destruíram casas e cobraram vidas. E na Alemanha, peixes têm aparecido mortos em regiões portuárias - com a evaporação da água, o nível de sal atinge níveis incompatíveis com a vida marítimas. 

Veja destaques de algumas regiões do planeta:

Alemanha

Números oficiais mostram que a média de temperatura de abril a julho ficou 3,6 graus acima do período da média registrada entre 1961 e 1990.

Os agricultores continuam pedindo ajuda, e o presidente da associação de agricultores da Alemanha, Joachim Rukwied, disse que talvez seja necessário um bilhão de euros do governo, já que as perdas de colheita chegam a 70% em algumas áreas.

As aulas chegaram a ser suspensas no país, devido ao risco de desidratação para as crianças.

América do Norte

Nos Estados Unidos, ainda que as queimadas sejam comuns nessa época, o fogo deste ano foi mais intenso. Um território equivalente ao tamanho de Los Angeles foi destruído. Em Palm Springs, os termômetros bateram os 50 graus.

No Quebec, região acostumada a temperaturas negativas no inverno, a sensação térmica chegou a 45 graus.

Escandinávia

As paisagens tradicionalmente gélidas do norte da Europa deram lugar a incêndios florestais na Suécia. Houve recorde de calor no Círculo Polar Ártico e seca na região.

Na Finlândia, um supermercado de Helsinque abriu as portas durante a noite para clientes que buscavam refúgio do calor.

Japão

Muitos hospitais do país estão à beira do colapso: mais de 70 mil procuraram os serviços de emergência devido ao calor. 

As altas temperaturas no Japão já mataram ao menos 138 pessoas, o maior número de vítimas de calor em um único ano, segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. 

Espanha

Registraram-se mortes de um alemão e de um brasileiro no Caminho de Santiago de Compostela. As autoridades locais também registraram óbitos por insolação nas regiões da Extremadura e da Catalunha.

No sudeste do país, a previsão é que as temperaturas cheguem a 42 graus.

França

As temperaturas alcançaram os níveis mais altos desde 2003, quando uma onda de calor matou milhares de idosos.

O país também registrou aumento de conflitos dentro das prisões. "A superpopulação, por si só, já é um fator que exacerba a tensão. O ar abafado piora a situação entre os detentos e entre os agentes penitenciários e os presos", disse à RFI François Bès, do Observatório Internacional das Prisões.

A ministra da Saúde, Agnes Buzyn, disse que as pessoas precisarão se adaptar à nova realidade climática do país. 

Grécia

O verão deste ano deixou a marca de 91 mortos no incêndio do fim de junho.

A marca é a pior da Europa desde 1900. 

Portugal

As temperaturas no país abrandaram um pouco na última semana, mas não o suficiente para tornar mais fácil o trabalho dos cerca de 1.100 bombeiros em Monchique, no sul do país.

A região foi coberta por densas nuvens de fumaça na segunda-feira (6) e as autoridades evacuaram várias casas durante a noite, com 24 pessoas feridas.

Os portugueses enfrentaram picos de temperatura de até 45 graus neste ano.

Reino Unido

A temperatura chegou a 32 graus na Grã-Bretanha - índice alto para a região. Mas mais do que a temperatura, o país sofre com falta d'água. 

Em Lundy, no Canal de Bristol, o abastecimento de água agora depende de caminhões-pipa vindos do continente, depois que os estoques locais acabaram, informou o Daily Express.

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