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Salles volta a atacar Greenpeace: "Não fez nada para ajudar, só showzinho"

26.ago.2019 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de evento na ACSP (Associação Comercial de São Paulo) - Nelson Antoine/Estadão Conteúdo
26.ago.2019 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de evento na ACSP (Associação Comercial de São Paulo) Imagem: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

25/10/2019 15h42

Em entrevista concedida ao programa Morning Show, da rádio Jovem Pan, hoje, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, respondeu aos ataques via Twitter do Greenpeace e voltou a criticar a ONG na questão envolvendo as manchas de óleo no litoral nordestino.

"O Greenpeace não fez nada pra ajudar, só soube criticar, fazer demonstração, 'showzinho'. Depois fizeram aquele teatro na porta do Palácio do Planalto com destruição do patrimônio público, deixaram uma série de entulhos lá, restos de óleo, galhos de árvore, sujaram tudo, mas ajudar que é bom, nada", explicou.

O novo capítulo da discussão teve origem na tarde de ontem, quando Salles, também via Twitter, afirmou que um navio da ONG passou "em frente ao litoral brasileiro", mesmo sem ter provas concretas.

"Tem umas coincidências na vida, né? Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano?", ironizou o ministro.

A resposta da ONG foi rápida. "Novamente o ministro Ricardo Salles cria falsas acusações para esconder sua incompetência em agir e proteger as pessoas e o meio ambiente. Sua postura não é digna do cargo que ocupa. Quem nos acusa sofreu condenação por fraude ambiental e mentiu que estudou em Yale".

Usando a hastag #inimigoDoMeioAmbiente, o Greenpeace afirmou ainda que tomará todas as medidas legais e cabíveis contra o ministro. "As autoridades têm que assumir responsabilidade e responder pelo Estado de Direito pelos seus atos."

Ministro Ricardo Salles participa de vistoria na praia de Japaratinga, em Alagoas, afetada por mancha gigante de óleo - Felipe Brasil/Instituto do Meio Ambiente de Alagoas / Divulgação
Ministro Ricardo Salles participa de vistoria na praia de Japaratinga, em Alagoas, afetada por mancha gigante de óleo
Imagem: Felipe Brasil/Instituto do Meio Ambiente de Alagoas / Divulgação

Ainda durante a entrevista para o Morning Show, Salles voltou a dizer que um navio da ONG passou pelo litoral nordestino assim que o vazamento começou, mas dessa vez afirmou também que nem mesmo ajuda para limpeza, e monitoramento da origem do óleo, foi oferecida.

"Ninguém disse que foi o navio que jogou o óleo, estou dizendo que eles passaram na frente do local do acidente, podiam ter parado para ajudar e não fizeram nada", explicou.

"Vamos parar de repetir besteira e dourar a pílula. Desde o dia 2 de setembro, quando tudo começou, nós acionamos todos os sistemas de satélites brasileiros e americanos. Colocamos avião-radar do Ibama para fazer acompanhamento disso. Todos os órgãos estão lá trabalhando. Quem não está trabalhando nisso aí, são esses que nos criticam", encerrou o ministro.

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