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Desmatamento na Amazônia tem segunda maior cifra da série, indica Inpe

Imagem de arquivo; julho de 2021 teve registro de alertas de desmatamento em uma área de 1.417 km² - MARIZILDA CRUPPE / AMAZÔNIA REAL| FOTOS PÚBLICAS
Imagem de arquivo; julho de 2021 teve registro de alertas de desmatamento em uma área de 1.417 km² Imagem: MARIZILDA CRUPPE / AMAZÔNIA REAL| FOTOS PÚBLICAS

Do UOL, em São Paulo

06/08/2021 11h53Atualizada em 06/08/2021 13h01

O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2020 e julho de 2021 foi de 8.712 km², segundo dados do sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados hoje.

É a segunda maior cifra da série, iniciada em 2015, perdendo apenas para o ano passado. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, esse número tinha ficado em 9.216 km².

Os dados são referentes até 30 de julho, faltando um dia para fechar o ciclo de apuração do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte.

"Os números falam por si: em três anos de governo Bolsonaro, temos três recordes de desmatamento na Amazônia desde 2008. Todos os brasileiros já estão sentindo as consequências dessa política da destruição: o aumento da conta da luz, o risco de falta de água e as dificuldades do homem do campo com suas lavouras têm relação com uma Amazônia cada vez mais perto do seu limite", alertou Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, em comunicado divulgado.

Com dados até o dia 30, faltando um dia para acabar o mês, julho de 2021 teve registro de alertas de desmatamento em uma área de 1.417 km². Em julho 2020, o total foi de 1.659 km².

Na última segunda-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que a redução do desmatamento anual na Amazônia do atual ciclo deve ser "muito irrisória" e que o país não deve conseguir atingir a meta de diminuir a atividade em 10%, como ele havia anunciado.

No fim de junho, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) renovou por mais dois meses a operação de emprego de militares na Amazônia para o combate a crimes ambientais. O prazo da chamada GLO (Garantia da Lei e da Ordem) vai até 31 de agosto.

Os dados oficiais de desmatamento, do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônia Brasileira por Satélite), serão divulgados apenas no fim do ano, mas os alertas do Deter "ajudam a projetar o tamanho do problema", informou o Observatório do Clima.

Os dados do Prodes, divulgados em novembro do ano passado, mostraram um avanço de 9,5% do desmatamento na região.

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