Bolsonaro tem alimentação oral suspensa após distensão, diz hospital

Luís Adorno*

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Instagram

Boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira (12) pela equipe médica do hospital Albert Einstein informou que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) teve a alimentação oral suspensa momentaneamente devido ao surgimento de uma distensão abdominal. 

Segundo o hospital, essa distensão é um inchaço no abdômen, que ocorre pelo acúmulo do ar. Trata-se de uma consequência de uma pequena redução nos movimentos do intestino.

Ele voltou a ter alimentação parenteral (endovenosa) até uma próxima avaliação, segundo o hospital. Ou seja, vai se alimentar pela veia. "O estado de saúde do paciente continua estável, sem febre ou outros sinais de infecção", aponta o boletim.

Ainda segundo o hospital, os exames laboratoriais permanecem estáveis. O boletim é assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, Leandro Echenique e Miguel Cendoroglo.

Desde ontem, Bolsonaro deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), passando para uma unidade de cuidados semi-intensivos. Ele havia voltado a se alimentar por via oral. A primeira refeição dele, após o ataque a facada que sofreu, na quinta-feira (6), foi um pão e um suco.

Segundo uma fonte que estava no hospital pela manhã, Bolsonaro sentiu "muita dor e náusea" durante a madrugada, além de se incomodar com um refluxo. Ele tem falado pouco.

Visita de ministro

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Sérgio Etchegoyen, fez uma visita discreta ao candidato. Representando o presidente Michel Temer, o ministro levou solidariedade do governo ao candidato.

Etchegoyen evitou contato com a imprensa e acessou a área do hospital por uma entrada alternativa. A reportagem questionou o Albert Einstein sobre a visita, quanto tempo durou e que horas o ministro havia ido embora, mas a única informação passada foi de que o encontro foi breve.

Bolsonaro está no hospital em São Paulo desde sexta-feira (7), um dia depois de ter sido submetido a uma cirurgia na Santa Casa de Juiz de Fora (MG), cidade em que foi esfaqueado.

O candidato deve fazer uma nova cirurgia considerada de grande porte, ainda sem data para ser realizada. A necessidade de um novo procedimento cirúrgico já tinha sido anunciada na última quinta-feira (6), quando o candidato passou pelos primeiros procedimentos em Minas Gerais. O objetivo é reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia acoplada provisoriamente ao corpo de Bolsonaro.

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O presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, que acompanha Bolsonaro no hospital, afirmou nesta terça-feira (11) que a expectativa é de que talvez em dois ou três dias, "se ele se sentir melhor", o presidenciável grave um vídeo curto agradecendo ao apoio que teve. O candidato deve se dirigir à equipe médica de Juiz de Fora, "que salvou literalmente a vida dele" e ao banco de sangue, fazendo inclusive uma campanha de doação.

O hospital Albert Einstein informou que, enquanto o candidato estiver internado, serão divulgados boletins sobre o estado de saúde dele todos os dias, às 10h e às 18h. Na tarde de quinta-feira (6), após ter sido esfaqueado, Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Juiz de Fora, onde foi operado. A perfuração deixou lesões graves em órgãos intra-abdominais. Além da lesão no intestino grosso, Bolsonaro teve três perfurações no intestino delgado.

Veja como foi o ataque a Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG)

Segundo a diretora técnica da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, Eunice Dantas, Bolsonaro perdeu quase metade do sangue do corpo. "Um homem adulto como ele tem entre cinco e cinco litros e meio", disse.

A médica apontou que por uma questão de centímetros Bolsonaro não foi golpeado em uma região mais complicada. "Foi por pouco. Se ele não chegasse no hospital naquele momento, ele poderia ter morrido. Foram quatro bolsas de sangue para ajudá-lo", disse.

Na manhã de sexta-feira (7), Bolsonaro foi transferido para São Paulo. No sábado (8), ele já conseguiu fazer alguns movimentos, como sentar-se e fazer pequenas caminhadas pelo quarto. (*Com Estadão Conteúdo)

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