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Eduardo Bolsonaro reúne maioria de assinaturas para liderar PSL na Câmara

Manobra é vitória para o presidente da República - Agência Brasil
Manobra é vitória para o presidente da República Imagem: Agência Brasil

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

16/10/2019 22h23Atualizada em 17/10/2019 07h53

Resumo da notícia

  • Grupo tenta tirar Delegado Waldir da posição de liderança
  • Movimentação foi articulada por apoiadores de Bolsonaro
  • Aliados de Bivar, presidente do partido, defendem Waldir como líder
  • Bivar e Bolsonaro têm enfrentado uma disputa pelo comando do PSL

A ala de deputados capitaneada por Jair Bolsonaro (PSL) se mobilizou hoje para trocar o líder do partido na Câmara e teve êxito.

Em meio às tensões na bancada, 27 dos 53 parlamentares protocolaram um pedido para destituir o atual líder, Delegado Waldir (PSL-GO), e substituí-lo por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A movimentação teve interferência direta do presidente da República, segundo revelou a colunista da Folha, Mônica Bergamo. O presidente Bolsonaro se reuniu com deputados ao longo do últimos dias para discutir alterações no comando da sigla e propor o filho num mandato tampão até dezembro.

A documentação foi entregue pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO).

Ao longo do dia, pelos corredores da Câmara, os dois grupos faziam reuniões constantes para definir estratégias internas e ampliar os aliados de cada lado.

"Vai haver uma checagem da assinaturas [pela Câmara], na sequência passa-se à chancela do presidente da Câmara e o secretário da Mesa [Diretora] dá ciência para todo mundo", disse Vitor Hugo.

O deputado Eduardo Bolsonaro, que recentemente assumiu o diretório de São Paulo, disse que inicialmente não queria ser líder.

"[Sou] o nome que tem a maior convergência entre os deputados. A minha intenção é apenas manter o status quo. Muitos deputados foram retirados de comissões e estava parecendo que estavam fazendo política com o fígado", disse Eduardo.

Quem é o líder?

Minutos após a lista protocolada por Vitor Hugo, aliados de Bivar foram à Secretaria-Geral protocolar outro documento. Essa segunda lista tinha 32 assinaturas defendendo Waldir como líder do PSL, e não Eduardo Bolsonaro.

Considerando-se as duas relações e os 53 deputados na bancada, há um excesso de seis parlamentares e duas conclusões possíveis: havia gente "jogando nos dois times" e apoiando Eduardo e Waldir ao mesmo tempo; ou havia assinatura falsificada.

Mas o imbróglio continuou. A deputada Bia Kicis (PSL-SP) declarou que uma terceira lista com 27 nomes pró-Eduardo foi encaminhada novamente à Secretaria-Geral.

"Depois que protocolamos a indicação do @BolsonaroSP para líder do PSL, o grupo pró delegado Waldir protocolou outra com 32 nomes para manter sua liderança. Mas em seguida protocolamos uma outra lista pró Eduardo. É esta última que está valendo. Eduardo é o líder do PSL."

Toda a confusão se deu depois das 23h, e o desfecho só deverá ser conhecido na quinta-feira.

Crise crescente

A crise do PSL se agravou na última semana. Sem saber que estava sendo transmitido ao vivo, no último dia 8 Bolsonaro disse para um apoiador "esquecer o PSL" e afirmou que Luciano Bivar, presidente do partido, estava "queimado pra caramba".

Nos dias seguintes, nomes do partido saíram em defesa de Bolsonaro ou de Bivar, mostrando que havia um racha.

Como pano de fundo, ambições políticas, disputa pelo controle do dinheiro do fundo partidário e a influência dos filhos do presidente.

Ontem, a situação se tornou mais crítica com operação da Polícia Federal para investigar o esquema de candidaturas laranjas do PSL. Bivar foi alvo.

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