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Governo tenta esfriar tensão com Regina Duarte para evitar nova crise

Regina Duarte assumiu o cargo no dia 4 deste mês - Alan Santos/PR
Regina Duarte assumiu o cargo no dia 4 deste mês Imagem: Alan Santos/PR

Guilherme Mazieiro e Carla Araújo

Do UOL, em Brasília

05/05/2020 20h16Atualizada em 05/05/2020 23h32

Com o aumento das tensões entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Regina Duarte, membros do governo tentam esfriar a temperatura e evitar um desgaste político com a saída da Secretária Especial de Cultura.

Na agenda oficial de Bolsonaro de amanhã consta uma reunião com o ministro do Turismo (pasta responsável pela Secretaria de Cultura), Marcelo Alvaro Antonio, e Regina Duarte, às 11h15. O encontro é mais uma tentativa de acalmar os ânimos e evitar novos desafetos.

Bolsonaro demonstra descontentamento com o desempenho da atriz na pasta. Na edição de hoje do "Diário Oficial" da União , o maestro Dante Henrique Mantovani foi nomeado presidente da Funarte (Fundação Nacional das Artes). O músico é desafeto de Regina e tinha sido tirado da pasta quando ela assumiu a secretaria.

No final da tarde de hoje, o governo suspendeu a nomeação de Dante. Pessoas próximas do presidente e do ministro Marcelo Alvaro Antonio disseram que a saída da atriz seria uma sinalização ruim para sociedade e tratam a nomeação de Dante como "mal-entendido".

Regina, assim como o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, entrou no governo com a expectativa de ter carta branca na gestão, mas esbarra na autoridade de Bolsonaro. O atrito em torno da autonomia para dirigir a pasta se deu desde a posse.

A nomeação de Dante hoje foi assinada por Braga Netto (Casa Civil) e não pela Secretária Especial.

Segundo um parlamentar que acompanha de perto a situação, espera-se um acerto amanhã e Regina ficará no governo.

No Palácio do Planalto a avaliação era que seria melhor tentar arrefecer os ânimos para não criar mais uma demissão em um curto espaço de tempo.

Em menos de dez dias, Bolsonaro perdeu dois dos ministros mais bem avaliados do governo: Moro, no dia 24 último, que pediu demissão, e Luiz Henrique Mandetta (Saúde), que foi demitido em 16 de abril.

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