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'50 ou 150 anos, Bolsonaro é criminoso do mesmo jeito', diz Vieira

Os senadores Fabiano Contarato (à esq.) e Alessandro Vieira (à dir.) participam do "Roda Viva", da TV Cultura - Reprodução/TV Cultura
Os senadores Fabiano Contarato (à esq.) e Alessandro Vieira (à dir.) participam do "Roda Viva", da TV Cultura
Imagem: Reprodução/TV Cultura

Do UOL, em São Paulo

18/10/2021 23h07

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) comentou os desdobramentos de meses de investigações promovidas pela CPI da Covid, no Senado Federal, e eventuais imputações ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que devem ser apresentadas em seu relatório final. No domingo, a cúpula da comissão decidiu adiar a leitura do documento.

Acredito que o senador Renan [Calheiros] e o conjunto de senadores vão buscar o meio-termo e garantindo o fato. A gente está aqui discutindo se o presidente da República merece ser condenado a 50 ou a 150 anos. Convenhamos que não faz diferença. É um criminoso do mesmo jeito. Alessandro Vieira durante entrevista ao programa 'Roda Viva'

"Me parece muito claro: Jair Bolsonaro apostou na imunidade de rebanho natural. Gerou uma aceleração pandemia e tendo como consequência, milhares de mortes", completou.

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), acredita que está clara e comprovada a participação de Bolsonaro em pelo menos 11 crimes ao longo do período de combate à pandemia de covid-19; já o senador Alessandro Vieira aponta cinco.

O colegiado, na sua imensa maioria, não tem formação jurídica e nem experiência em investigação. Então o que a gente fez ali foi dar uma norte. A partir daquilo ali a gente pode ter uma composição total, de mais tipificações. Por exemplo: o Fabiano [Contarato] vê configuração de genocídio [contra Bolsonaro]. Eu não vejo. E ele argumenta e mostra tecnicamente. A gente está fazendo uma coisa muito séria. Você acusar ou indiciar uma pessoa por um crime é muito sério. Alessandro Vieira sobre eventuais crimes imputados a Bolsonaro

A conclusão do relatório final da CPI deve ser encaminhada aos órgãos de controle, que poderão abrir processos sobre os supostos crimes apontados. Isso ocorre porque a comissão tem poderes de investigação, mas não de punição.

Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", que teve acesso ao relatório final, o documento faz um diagnóstico do que, na visão da comissão, provocou a morte de 600 mil pessoas no Brasil. Com base nessas investigações, os senadores afirmam ter encontrado indícios de omissão e "desprezo técnico" durante a tragédia sanitária.

Em uma mudança de entendimento, o texto passou a imputar a Bolsonaro e ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o mais longevo da pandemia, o crime de homicídio qualificado. Até então, o relatório atribuía a ambos o crime de homicídio comissivo - praticado por omissão. O argumento da CPI é de que Bolsonaro sabia dos riscos que oferecia à população e os assumiu. A seguir os principais pontos do documento.

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