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Haddad diz que PT não pode repetir 2018 e defende conversas com Alckmin

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu as conversas de Lula com ex-opositores  - Heuler Andrey/STR
O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu as conversas de Lula com ex-opositores Imagem: Heuler Andrey/STR

Colaboração para o UOL, em Alagoas

18/12/2021 12h50

O ex-candidato à presidência da República pelo PT em 2018, Fernando Haddad, afirmou que o partido não pode repetir a mesma estratégia utilizada naquele ano, que culminou em sua derrota para Jair Bolsonaro (PL), no pleito de 2022, quando a sigla tentará voltar ao Planalto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao "Programão da Fórum", no YouTube, Haddad disse que um dos erros de sua candidatura nas eleições passadas foi ter buscado apoio para o segundo turno após os resultados oficiais do primeiro. Agora, ele acredita que Lula deve formar alianças prévias que, se não servirem para apoio mútuo no primeiro turno, pelo menos já estarão fortalecidas em uma eventual ida para o segundo.

É por isso que ele defende as conversas do ex-presidente com outrora opositores, a exemplo do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, cotado para ser vice em uma chapa com o petista.

Não dá para repetir 2018. Não dava para ter um segundo turno igual aquele. Então, Lula começou a conversar com lideranças políticas, como [o ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso, [o senador] Tasso Jeiressati, Alckmin [Gilberto] Kassab para conversar, não dá para repetir isso. Nessas conversas, ele ouviu 'presidente, podemos te apoiar no primeiro turno'. E com isso fazemos o quê? Dizer que não queremos? Só no segundo turno? Estamos em uma crise, Lula tem que conversar".

Segundo Fernando Haddad, essa estratégia começou a ser traçada entre os meses de maio e junho deste ano, quando ele, em conversa com o ex-presidente, falou sobre a "importância de construir um cenário de segundo turno diferente do que foi em 2018".

Na entrevista, o político lembrou que, naquela ocasião, ele não conseguiu obter o apoio dos candidatos do PSDB aos governos estaduais que foram para o segundo turno — João Doria (SP), Eduardo Leite (RS) e Antonio Anastasia (MG) —, tampouco dos candidatos a governadores pelo PDT Carlos Eduardo (RN), Dr. Odilon (MS) e Amazonino Mendes (AM). Para o ex-prefeito de São Paulo, os seis preferiram "surfar na onda" de popularidade do Bolsonaro.

Por fim, Fernando Haddad, que é pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou que vai "lutar muito" para que Lula seja eleito já no primeiro turno, pois o "bolsonarismo é perigoso", e ele não sabe "o que esses malucos podem fazer no segundo turno", caso o atual mandatário consiga passar de fase na disputa.

Oficialmente, Lula diz que só decidirá se concorrerá ao próximo pleito no primeiro trimestre de 2022, mas extraoficialmente o petista tem buscado ampliar suas alianças e realizado viagens pelo país e internacionais, com encontros realizados entre algumas das principais lideranças do mundo, a exemplo do presidente francês Emmanuel Macron.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou que Lula tem ampla vantagem na corrida presidencial e pode ser eleito já no primeiro turno.

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