Topo

Esse conteúdo é antigo

Questionada sobre golpe, Michelle Bolsonaro diz: 'Receba glória do Senhor'

Primeira-dama Michelle Bolsonaro - Reprodução/TV Brasil
Primeira-dama Michelle Bolsonaro Imagem: Reprodução/TV Brasil

Do UOL, em São Paulo

04/05/2022 15h05

A primeira-dama Michelle Bolsonaro desconversou hoje ao ser questionada por uma pessoa na Câmara sobre a possibilidade de um golpe militar no Brasil.

Em um vídeo, divulgado pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, um homem não identificado questiona Michelle, perguntando por duas vezes: "vai ter golpe?". Na primeira, ela não responde e uma pessoa que a acompanha tenta tampar a câmera com as mãos.

Pouco tempo depois, questionada novamente, a primeira-dama repreende o homem por fazer a pergunta depois de um evento religioso na Câmara dos Deputados.

"Querido, você está em um local abençoado e está fazendo essa pergunta? Receba a glória do Senhor na sua vida!", declarou.

Contexto atual é diferente de 1964

Apesar de existir a temática de uma possível ruptura institucional no país, o contexto atual em comparação ao golpe militar de 1964 é bem diferente, segundo especialistas ouvidos por UOL.

Em 64, os militares contavam com apoio de alguns setores civis, políticos, midiáticos, religiosos e até externos, como no caso dos Estados Unidos, que, por temer influência da União Soviética na América Latina, apoiou a derrubada de governos eleitos e manter o apoio a si.

Hoje, fora da Guerra Fria, nenhum setor apoiaria quaisquer rupturas. Apesar de falar pelos militares e ter um bom trânsito nas Forças Armadas, o presidente Jair Bolsonaro teria resistência até mesmo dentro dos quarteis, por parte de comandantes legalistas e democratas, avaliam especialistas.

Além disso, um dos pilares da governabilidade de Bolsonaro tem sido o Poder Legislativo, por meio de alianças com o chamado "Centrão". Eleitos, pela via democrática, aos maiores aliados do presidente não interessaria um golpe que poderia por fim aos próprios mandatos.

Outros países olham atentos para as eleições no Brasil e em caso de descumprimento das normas democráticas poderiam impor sanções ao país.