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Barros diz ter 65 das 171 assinaturas necessárias para CPI da Petrobras

Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros defende criação de CPI contra a Petrobras -
Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros defende criação de CPI contra a Petrobras

Gabriela Vinhal

do UOL, em Brasília

21/06/2022 12h41Atualizada em 21/06/2022 12h41

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta terça-feira (21) que tem 65 das 171 assinaturas necessárias para o requerimento de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, para investigar supostas irregularidades na estatal e no quadro de diretores e conselheiros da empresa.

Ao UOL, Barros disse que está confiante em conseguir o número mínimo ainda hoje. O pedido é de autoria do líder do PL, Altineu Côrtes (RJ), e de outros deputados aliados do governo, como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Daniel Silveira (PTB-RJ) e Filipe Barros (PL-PR).

"Diante dos impactos absolutamente danosos ao país de eventuais irregularidades no processo de definição de preço dos combustíveis, inclusive quanto aos benefícios corporativos envolvidos, que impactam nos custos, e para que toda a sociedade tenha ciência, com absoluta transparência, dos mecanismos de formação de preços dos combustíveis, apresentamos o requerimento e solicitamos apoio dos pares para a instalação e regular funcionamento da CPI", diz o requerimento.

Nesta manhã, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a criação de uma CPI "não tem a mínima razoabilidade". "Acho que não tem a mínima razoabilidade de uma CPI em um momento desse, por um fato desses. Acho que há outras medidas, inclusive de índole legislativa e do Poder Executivo, muito mais úteis para resolver o problema que uma CPI", disse, após se reunir com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux.

Diferentemente de Pacheco, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a abertura de um inquérito contra a estatal. Segundo o presidente da República Jair Bolsonaro (PL), ele e Lira conversaram sobre a CPI, e o deputado alagoano levaria a ideia aos líderes da base. Desde ontem, Lira tem se reunido com parlamentares na Residência Oficial para tratar do assunto — desde a CPI até projetos que possam alterar a política de preços da Petrobras.

A reação de Bolsonaro e de Lira ocorreu após a estatal anunciar novos aumentos nos preços dos combustíveis: de 14,26% para o diesel e 5,18% para a gasolina. Segundo Bolsonaro, foi uma "traição para com o povo brasileiro".

"O lucro da Petrobras é uma coisa que ninguém consegue entender. Ela lucra seis vezes mais que a média que as petrolíferas de todo mundo. As petrolíferas fora do Brasil reduziram seu lucro, mas continuam tendo lucro para, exatamente, atender a população no momento difícil, porque isso tudo é fruto de uma guerra longe do Brasil", afirmou Bolsonaro.

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