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Líderes de Suécia e Finlândia discutirão em Madri veto turco para entrada na Otan

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, manifestou sua "esperança" de uma aproximação de posições antes do início da cúpula da aliança militar em Madri - Henrik Montgomery/AFP
A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, manifestou sua "esperança" de uma aproximação de posições antes do início da cúpula da aliança militar em Madri Imagem: Henrik Montgomery/AFP

27/06/2022 15h01

Bruxelas, 27 Jun 2022 (AFP) - Os líderes de Finlândia e Suécia discutirão nesta terça-feira com seu homólogo da Turquia o veto de Ancara a sua adesão à Otan, no início da cúpula da aliança militar em Madri, disseram fontes oficiais.

As negociações de alto nível devem ser acompanhadas pelo secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg, apesar de o governo turco ter adiantado que a reunião não significa necessariamente que um acordo esteja próximo.

O principal assessor de política externa do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, disse à imprensa de seu país que a reunião de terça não significava que um acordo era iminente.

"Participar desta cúpula não significa que daremos um passo atrás em nossa posição. Estamos realizando uma negociação. São muitas etapas", assinalou.

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, manteve nesta segunda-feira (27) um encontro com Stoltenberg em Bruxelas e, ao término da reunião, manifestou sua "esperança" de uma aproximação de posições antes do início da cúpula da aliança militar em Madri.

"Minha maior esperança é que este diálogo possa concluir com sucesso em um futuro próximo, idealmente antes da cúpula", disse a premiê sueca.

Um avanço nessas conversas "permitiria iniciar de imediato os processos de adesão de Suécia e Finlândia [à Otan] e tal resultado seria uma boa notícia para ambos", acrescentou.

Na manhã desta segunda, Stoltenberg afirmara que o início da cúpula da aliança militar transatlântica em Madri não era um prazo peremptório para que as partes chegassem a um acordo.

"A cúpula [de Madri] nunca foi uma data limite. [...] Todos os líderes da Otan estão presentes, assim como os líderes de Suécia e Finlândia. Então, isso nos oferece uma oportunidade que não podemos desperdiçar para ver quanto progresso podemos conseguir", acrescentou.

"A única coisa que posso prometer é que estamos trabalhando o mais intensamente possível para encontrar uma solução o quanto antes", disse Stoltenberg.

Veto firme da Turquia

Em Helsinque, o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, disse hoje que as intensas conversas sugeriam que "as coisas estão um pouco melhores do que há uma semana, mas não farei previsões sobre nenhum tipo de acordo".

Em 18 de maio, os chanceleres de Suécia e Finlândia entregaram formalmente a Stoltenberg os pedidos de adesão de seus países à Otan, em um contexto marcado pelas ações militares russas na Ucrânia.

Contudo, a Turquia jogou rapidamente um balde de água fria no entusiasmo ao anunciar seu veto à adesão dos dois países à Otan. Qualquer entrada na aliança deve receber o consenso de todos os países.

O governo turco acusa Suécia e Finlândia de dar guarida a militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em idioma curdo), uma organização considerada "terrorista" por Ancara.

Além disso, a Turquia denuncia que Suécia e Finlândia adotam um embargo de armas contra o governo de Ancara por seu papel no conflito militar na Síria.

A Suécia "não é e não será um santuário para terroristas", assegurou Andersson nesta segunda-feira em Bruxelas.

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