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Em rápido encontro, Bolsonaro não diz se vai à posse de Moraes e Fachin

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes - Montagem
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes Imagem: Montagem
Carolina Brígido

Escreve sobre Judiciário, especialmente o STF, desde 2001. Participou da cobertura do mensalão, da Lava-Jato e dos principais julgamentos dos últimos anos. Foi repórter e analista do jornal "O Globo" de 2001 a 2021. Foi colunista a revista "Época" de 2019 a 2021.

Colunista do UOL

07/02/2022 12h56Atualizada em 07/02/2022 13h38

Durou cerca de dez minutos o encontro dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio do Planalto. Os ministros foram entregar um convite para a posse de ambos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde assumirão os cargos de presidente e vice, respectivamente. Bolsonaro agradeceu, mas não disse se vai comparecer à cerimônia.

O presidente também foi convidado para a sessão de abertura do ano do Judiciário, ocorrida na terça-feira passada (1°) no STF, mas não compareceu. Na semana anterior, a tensão entre Bolsonaro e o tribunal havia se intensificado. Moraes determinou que o presidente prestasse depoimento à PF, mas ele faltou.

Moraes se tornou o principal algoz de Bolsonaro recentemente. Ele não tem poupado o presidente nem seus aliados nas investigações das quais é relator no STF. A principal delas é o inquérito das fake news.

A queda de braço entre os dois chegou ao auge no ano passado, quando Bolsonaro pediu o impeachment de Moraes ao Congresso Nacional, mas o caso foi arquivado poucos dias depois. Ainda assim, ao ver o ministro hoje, o presidente o cumprimentou e o chamou de Alexandre.

Bolsonaro havia reservado 30 minutos de sua agenda para o encontro de hoje, mas o clima pesado entre ele e o STF encurtou a reunião. Também estavam presentes o advogado-geral da União, Bruno Bianco, e o secretário Nacional de Justiça, Vicente Santini. O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente, entrou rapidamente no recinto, mas logo foi embora.

Em agosto, faltando dois meses para as eleições, Moraes assumirá a presidência do TSE. A expectativa é que as desavenças com Bolsonaro se intensifiquem. O ministro deixou claro que conduzirá as campanhas com a mesma mão de ferro que dedica aos processos do STF.