Israel x Hamas: Troca de reféns não vai acabar com o conflito

Um bebê de 11 meses de idade e a sua mãe estarão na troca de reféns entre Israel e Hamas — Israel aprovou o cessar-fogo temporário hoje.
Além deles, estará a menina Abigail que fará 4 anos no próximo dia 24. A refém Abigail, de nacionalidade norte-americana e israelense, assistiu quando o pai e a mãe foram metralhados pelos terroristas do Hamas. Os pais morreram de imediato e ela foi levada como refém.
Fala-se na libertação de 50 reféns civis a partir de sexta (24). Seriam 30 menores de idade e 8 mães. Mais 12 mulheres.
Do seu lado, Israel iniciará um cessar-fogo de quatro dias. Comenta-se ainda que Israel soltará 150 prisioneiros escolhidos pelo Hamas. Outro dado fora do acordo.
O Hamas deverá libertar de 12 a 13 reféns originários da Tailândia e do Nepal. Eles, quando tomados como reféns, trabalhavam como braçais. Por contrato, prestavam serviços próximo à Faixa de Gaza, em fazendas coletivas, chamadas, no plural, de kibutzim.
Como sabem todos, o cessar-fogo deverá beneficiar a população civil, que receberá alimentos, cuidados e remoções hospitalares. Do lado dos beligerantes, receberão, durante a pausa alimentação e munições.
Catar, Egito e EUA cuidam das tratativas para alongar o cessar-fogo e colocar fim ao conflito — o que é difícil.
Fonte do Hamas informou a libertação de 80 pessoas nos próximos 13 dias. Terão de contatar "parceiros" que custodiam alguns reféns. Os "parceiros" podem ser os da Jihad palestina ou do Hezbollah libanês. A propósito, informamos nesta coluna no início do conflito sobre essa cogestão de reféns.
Enquanto isso tudo é costurado, o papa Francisco passou, hoje, a integrar o elenco dos que esquecem o Direito Internacional e a definição de terrorismo. Bergoglio falou da necessidade de se colocar fim ao terrorismo nesse conflito.
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