Topo

Marcola é transferido de presídio; ministério cita estratégia de isolamento

Rogério Cassimiro/Folhapress
Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola Imagem: Rogério Cassimiro/Folhapress

Luis Adorno e Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

2019-03-22T10:11:41

2019-03-22T10:42:45

22/03/2019 10h11Atualizada em 22/03/2019 10h42

Apontado como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi transferido, na manhã hoje, da penitenciária federal de Porto Velho para a unidade de Brasília. Esta é a segunda mudança de presídio em pouco mais de um mês. A transferência foi feita pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional) com o apoio da PF (Polícia Federal).

Em nota, o Ministério da Justiça, ao qual o Depen é subordinado, diz que a ação faz parte "dos protocolos de segurança pública relativa à alternância de abrigo dos detentos de alta periculosidade ou integrantes de organizações criminosas entre as unidades prisionais federais".

A medida seria uma estratégia para isolar lideranças, sendo considerada "fundamental para o enfrentamento e o desmonte de organizações criminosas".

Além de Marcola, outros três presos --que foram transferidos com o chefe do PCC em fevereiro para Rondônia-- também são levados para a capital federal. O deslocamento foi feito pela FAB (Força Aérea Brasileira).

Marcola é considerado líder máximo do PCC

UOL Notícias

Também foram transferidos:

  • Claudio Barbará da Silva, o Barbará: apontado como número um no segundo escalão do PCC
  • Patric Velinton Salomão, o Forjado: teria papel de líder da facção em presídios e comandaria uma máfia de perueiros na capital paulista
  • Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal: acusado de participar de tentativas de resgates de presos e de atentados praticados contra forças de segurança

Marcola estava em Rondônia desde fevereiro, quando o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) autorizou que ele fosse levado do presídio estadual de Presidente Venceslau, no interior paulista, para a unidade federal no Norte do país. A descoberta de um plano de fuga motivou as transferências.

O criminoso foi um dos 22 integrantes transferidos no mês passado. Na ocasião, 12 foram para Rondônia, sete para Mossoró (RN) e outros três para Brasília. A cúpula estava concentrada na unidade de Porto Velho.

Agora na unidade na capital federal, Marcola estará no mesmo local em que ficaram seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, Antonio José Muller Júnior, o Granada, e Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal.

Marcolinha teria como função analisar o Nordeste como potencial território de exportação de drogas para a Europa e a África. Já Granada utilizava advogados para levar e trazer informações de dentro para fora da cadeia. Funchal é acusado de ter matado um juiz-corregedor de Presidente Prudente (SP).

Em presídios federais, os detentos ocupam celas individuais, ficando confinados durante 22 horas do dia e com outras duas para banho de sol. Desde 2006, quando os presídios federais foram criados, não houve registro de fugas em nenhuma das unidades.

Transferência de Marcola em fevereiro foi vitória de SP, disse promotor na época

Band Notí­cias

Mais Segurança pública