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A cada hora, 97 celulares foram roubados ou furtados em 2021 no Brasil

Ao todo, 847.313 celulares foram subtraídos por criminosos no ano passado - AndreyPopov/Getty Images/iStockphoto
Ao todo, 847.313 celulares foram subtraídos por criminosos no ano passado Imagem: AndreyPopov/Getty Images/iStockphoto

Herculano Barreto Filho

Do UOL, em São Paulo

28/06/2022 10h00

A cada hora, 97 celulares foram roubados ou furtados no país em 2021, indica levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que divulgou hoje os dados do Anuário. No ano passado, foram 2.321 aparelhos levados diariamente das vítimas no Brasil.

Ao todo, 847.313 celulares foram subtraídos por criminosos no ano passado, o que indica estabilidade —apenas 21.390 a mais em comparação com 2020. Com maior concentração nas grandes cidades, os casos despertam a atenção das autoridades devido à possibilidade de acesso aos dados bancários das vítimas. E ganham projeção com a propagação de vídeos registrando os crimes.

Foi o que ocorreu em dezembro de 2021 em uma área nobre de São Paulo, quando imagens de câmeras de vigilância flagraram um homem aplicando um mata-leão em uma vítima para roubar um celular. Assim que o alvo da ação foi imobilizado e ficou de joelhos, um comparsa se aproximou para levar o aparelho.

Com base nas imagens, a Polícia Civil conseguiu identificar e prender os suspeitos. O inquérito já foi concluído e encaminhado à Justiça.

Com 289.461 registros de roubos e furtos de aparelho celular em 2021, São Paulo aparece em 1º lugar no ranking desse tipo de crime, segundo levantamento elaborado pelo Anuário de Segurança Pública. O índice representa 34% de todos os crimes do tipo no país.

Mas o que desperta atenção das autoridades e das próprias vítimas é o aumento da sensação de insegurança devido à possibilidade de prejuízos maiores, já que dados bancários podem ser acessados no aparelho roubado ou furtado.

"Na prática, o sentimento de medo explodiu. Antes, o valor do prejuízo estava ligado apenas ao aparelho. Isso mudou, porque os criminosos conseguem acessar o conteúdo do celular. E a vida da gente está ali, com emails e até dados bancários. Com o Pix, o tamanho do prejuízo passou a ser gigantesco", afirma Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Apesar do aumento dos registros de 2021 em comparação a 2020, os números dos anos anteriores eram maiores. A queda deste período é atribuída ao isolamento social imposto pela pandemia.

"O crime de furto e roubo está ligado à própria lógica do crime de oportunidade, com circulação maior das pessoas pelas ruas. Como as pessoas voltaram a circular, a tendência é que esse tipo de crime volte a aumentar", alerta Lima.

Estelionato: o golpe do Pix

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 1,3 milhão de casos de estelionato no país em 2021, alta de 36% em comparação ao ano anterior.

Chamam atenção os 60 mil registros por meio eletrônico, que incluem o golpe do Pix, sistema de transferência instantâneo feito pelo celular e popularizado justamente em 2021.

Em julho de 2021, quatro homens foram presos acusados de praticar golpes pelo Pix em São Paulo. Eles sequestraram um casal e obrigaram os dois a realizar transferências que totalizaram R$ 26 mil.

Em maio de 2021, uma mulher foi presa por suspeita de estelionato, em Maringá, a cerca de 420 km de Curitiba (PR). Antes do flagrante, ela deu golpes em dois salões de beleza ao dizer que realizaria o pagamento via Pix.

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