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Policial morta na França era estagiária e estava desarmada

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Clarissa Jean-Philippe, policial que morreu baleada nesta quinta-feira (8) em Montrouge, na periferia ao sul de Paris, tinha 26 anos e havia acabado de ingressar na polícia local Imagem: Facebook

Do UOL, em São Paulo

2015-01-09T13:08:30

09/01/2015 13h08

A policial que morreu baleada nesta quinta-feira (8) em Montrouge, na periferia ao sul de Paris, tinha 26 anos e havia acabado de ingressar na polícia local.

Clarissa Jean-Philippe chegara havia poucos meses da Martinica, sua terra natal, um ilha da América Central que pertence à França. Lá, deixou a mãe e um irmão.

Ela fazia estágio na polícia. Depois de participar de um curso de formação na França, cumpria um período de 45 dias de atividades na rua.

Por volta de 8h desta quinta, Clarissa foi atender a uma ocorrência em Montrouge: um acidente de carro. Estava desarmada. No entanto, foi alvejada por um atirador. Levou vários tiros, um deles no pescoço. O atendimento médico chegou rápido, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com o jornal francês "Le Monde", seus colegas disseram que ela era uma jovem "viva e dinâmica". Em Martinica, sua mãe soube da notícia pelo rádio.

Nas redes sociais, logo surgiu a hashtag #JeSuisClarrissa (Eu sou Clarissa).

O atirador usava colete à prova de balas e carregava uma metralhadora. Depois de disparar contra Clarissa e um agente de limpeza, que está internado, ele conseguiu fugir.

Os investigadores franceses estabeleceram uma conexão entre o caso de Montrouge e o massacre de quarta-feira (7), em Paris, que deixou 12 pessoas mortas na revista "Charlie Hebdo". Editores e cartunistas da publicação foram os alvos do ataque, mas duas das vítimas eram policiais, sendo um muçulmano. Ahmed Merabet tinha 42 anos e estava caído no chão quando foi morto a tiros. 

"Fatos recentes permitiram que a investigação avançasse para estabelecer uma conexão. O suspeito foi identificado”, disseram fontes da polícia à agência de notícias AFP.

De acordo com a agência Reuters, o suspeito conhecia Cherif e Said Kouachi, os irmãos suspeitos do massacre na “Charlie Hebdo”.

Os três seriam integrantes da mesma célula jihadista parisiense que dez anos atrás enviou jovens voluntários ao Iraque para combater as forças dos Estados Unidos.

O suspeito pelo crime de Montrouge foi condenado em 2010 por seu envolvimento em uma tentativa de libertar Smain Ali Belkacem, autor do ataque de 1995 contra o sistema de transporte de Paris, em que oito pessoas foram mortas e 120 ficaram feridas.

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