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Trump diz que 25ª Emenda representa "risco zero" a ele e pede "calma e paz"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, no dia das eleições presidenciais - Mandel Ngan/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, no dia das eleições presidenciais Imagem: Mandel Ngan/AFP

Do UOL, em São Paulo

12/01/2021 18h11

O presidente Donald Trump afirmou que discussões em torno da 25ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos representam "risco zero" a ele, durante cerimônia de inauguração de trecho do muro construído na fronteira do Estados Unidos com México, ocorrida na tarde de hoje.

"A 25ª Emenda representa risco zero para mim", resumiu Trump em Álamo, Texas.

A 25ª Emenda permite que o vice assuma a liderança do país quando o presidente estiver impossibilitado de continuar suas funções — por exemplo, se ficar incapacitado devido a uma doença física ou mental. Os democratas veem Donald Trump como "desequilibrado" e perigoso, principalmente depois de ele ter incentivado seus apoiadores a invadir o Capitólio na quarta-feira passada (6).

Durante o evento, Trump alertou também, sem dar qualquer explicação, que a emenda "voltará para assombrar Joe Biden e seu governo. Como diz o ditado, cuidado com o que você deseja".

Trump voltou a pedir "paz e calma" nos Estados Unidos e que "agora é o momento da nossa nação se recuperar e é o momento da paz e da calma".

Presidente é acusado de incitar invasão ao Congresso

Na semana passada Trump tentava convencer a maioria do Congresso a se recusar a certificar parte dos votos conquistados pelo democrata Joe Biden nas eleições de 2020 por meio de postagens no Twitter. O presidente pressionou seu vice, Mike Pence, que presidiu a sessão, a não certificar a vitória rival. Em resposta, Pence declarou não ter poder para invalidar os resultados da urna.

Após Trump discursar a apoiadores afirmando, sem provas, que as eleições foram fraudadas, o Capitólio — prédio onde fica o Congresso americano — foi invadido por um grupo que interrompeu a sessão de certificação de Biden. O vice-presidente e parlamentares que estavam no edifício foram retirados às pressas por seguranças e muitos tiveram de se esconder atrás de móveis. Cinco pessoas morreram.

A plataforma também foi usada pelo presidente para se dirigir a seus apoiadores e divulgar imagens das manifestações. Durante os atos, Trump pediu, no Twitter, que os manifestantes não atacassem a polícia e que retornassem às suas casas. No entanto, em vez de criticá-los, ele disse "entender a dor" dos apoiadores, chamando-os de "especiais".

Trump, seu filho Donald Trump Jr, e seu advogado Rudy Giuliani — ex-prefeito de Nova York — podem ser investigados por incitarem a invasão ao Capitólio. Em entrevista à emissora ABC, na manhã de hoje, o procurador-geral de Washington DC, Karl Racine, afirmou que o trio ajudou a disseminar a ideia de "justiça combativa" nos manifestantes.

*Com informações da agência AFP

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