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MA: PF apreende de armas a motosserras usadas para desmatar terra indígena

9.fev.2023 - Ação da PF e outros órgãos na Terra Indígena Araribóia visou combater desmate ilegal - Divulgação/Polícia Federal do Maranhão
9.fev.2023 - Ação da PF e outros órgãos na Terra Indígena Araribóia visou combater desmate ilegal Imagem: Divulgação/Polícia Federal do Maranhão

Do UOL, em São Paulo

09/02/2023 16h35Atualizada em 09/02/2023 17h37

Operação visou combater desmatamento ilegal e o comércio irregular de madeira extraída da Terra Indígena Araribóia, localizada no sudoeste do Maranhão.

A ação ocorreu entre os dias 5 e 8 de fevereiro e apreendeu 303 m³ de madeira serrada, além de cinco armas de foto e seis motosserras.

Quarenta pessoas foram abordadas pelas equipes da Polícia Federal, Ibama, Funai, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Maranhão, que atuaram em conjunto.

Investigados irão responder por receptação qualificada, ter em depósito produto de origem vegetal sem licença válida, utilização ilegal de motosserra, porte irregular de arma de fogo, entre outros.

As armas, bem como a destruição de duas serralherias ilegais, foram registradas pela PF.

9.fev.2023 - Armas apreendidas pela PF em operação em terra indígena do Maranhão, que visou combater o desmatamento e o comércio ilegal de madeira - Divulgação/PF-MA - Divulgação/PF-MA
9.fev.2023 - Armas apreendidas pela PF em operação em terra indígena do Maranhão, que visou combater o desmatamento e o comércio ilegal de madeira
Imagem: Divulgação/PF-MA
 9.fev.2023 - Ação da PF e outros órgãos na Terra Indígena Araribóia visou combater desmate ilegal; na foto, uma serralheria desativada pela operação - Divulgação/PF-MA - Divulgação/PF-MA
9.fev.2023 - Ação da PF e outros órgãos na Terra Indígena Araribóia visou combater desmate ilegal; na foto, uma serralheria desativada pela operação
Imagem: Divulgação/PF-MA

Ibama terá foco em financiadores de ilegalidades

A tragédia yanomami em Roraima chamou a atenção para ilegalidades que ocorrem em outras terras indígenas, incluindo a invasão e exploração ilegal dos recursos das terras protegidas.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vai trabalhar para identificar financiadores do maquinário tanto no garimpo em Roraima, como em outras localidades.

O planejamento tem que ser feito pensando no conjunto da obra. Tem uma prioridade: a Terra Indígena Yanomami, a Terra Indígena Munduruku, a Terra Indígena Kayapó. E tem outras operações de rotina acontecendo também.
Marina Silva