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Sara Winter fala em infernizar vida de Alexandre de Moraes e 'trocar socos'

A ex-Femen Sara Winter - Paula Bianchi / UOL
A ex-Femen Sara Winter Imagem: Paula Bianchi / UOL

Do UOL, em São Paulo

27/05/2020 14h36

Uma das investigadas na operação da Polícia Federal referente ao inquérito das fake news, Sara Winter falou em infernizar vida de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal que autorizou a ação, e em 'trocar socos' com ele.

"Eles não vão me calar. De maneira nenhuma. Pelo contrário. Eu sou uma pessoa extremamente resiliente. Pena que ele mora em São Paulo. Se estivesse aqui, eu tava na porta da casa dele, convidando ele para trocar soco comigo. Juro por Deus, eu queria trocar soco com esse filho da puta desse arrombado. Infelizmente eu não posso. Mas eu queria. Ele mora lá em São Paulo, né? Você me aguarde, Alexandre de Moraes. O senhor nunca mais vai ter paz na vida do senhor", afirma ela, em vídeo que circula no Twitter.

"A gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que você frequenta. A gente vai descobrir as empregadas domésticas que trabalham pro senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida. Até o senhor pedir pra sair. Hoje, o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor", ameaça a ex-Femen, que hoje é ativista contra o aborto.

Mais cedo, a ativista Sara Winter se pronunciou chamando o ministro Alexandre de Moraes de "covarde".

No começo da tarde, ela voltou aos ataques, em novos tuítes. Além de pedir prisão de personalidades da esquerda, disse que se sentiu "assaltada" pelo Estado.

"Perdi meu celular, perdi meu notebook, que era meu instrumento de trabalho, perdi o tablet do meu filho, que é o pior pra mim. Enfim, sinto-me como se estivesse sendo literalmente assaltada pelo Estado", tuitou. Eu e meus advogados já fomos na sede da Polícia Federal aqui em Brasília. Pasmem, meus bens apreendidos ilegalmente estão em posse do STF! Vamos processa já!".

Ao todo, foram expedidos 29 mandados de busca e apreensão pelo ministro Alexandre de Moraes, que conduz o inquérito. Entre os alvos estão pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como: o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB); o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP); a ativista Sara Winter; o empresário Luciano Hang; e o blogueiro Allan dos Santos.

"A Polícia Federal acaba de sair da minha casa. Bateram aqui às 6h da manhã a mando do Alexandre de Moraes. Levaram meu celular e notebook. Estou praticamente incomunicável! Moraes, seu covarde, você não vai me calar", postou.

Sara Winter é uma das líderes de um grupo denominado "300 do Brasil". Os manifestantes chegaram a montar um acampamento em Brasília. Em entrevista à BBC, Winter admitiu a presença de armas no local para "proteção dos membros".

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