PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
15 dias

Witzel diz sofrer "retaliação" do governo federal e se compara a Lula

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel - PILAR OLIVARES
Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Imagem: PILAR OLIVARES

Do UOL, em São Paulo

22/04/2021 11h00

O governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) disse hoje que é vítima de uma pressão feita pelo governo federal contra governadores e comparou sua situação à do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. O julgamento do pedido de impeachment de Witzel foi marcado para 30 de abril.

"Eu sou só a primeira vítima dessa estrutura que se montou hoje no Governo Federal para atacar governadores", disse em entrevista à CBN hoje. "Isso está claro. O Tribunal Especial Misto do Rio de Janeiro é um tribunal sob pressão. Ele não está permitindo meu amplo direito de defesa. Estou tendo minha defesa cerceada, os recursos apresentados não estão sendo julgados. Estou sendo retirado do meu cargo de governador", completou.

Na fala, Witzel alegou que as medidas contra a pandemia teriam gerado desconforto no governo federal.

"Eu repito: o que acontecer comigo, a história vai contar. É uma perseguição política, uma retaliação do governo federal em relação ao estado do Rio de Janeiro. Eu fui o primeiro a fechar aeroportos, o que o governo federal não queria e depois o STF veio dar aos governadores essa liberdade de ação para controlar a pandemia", disse.

Witzel reforçou que se vê como "vítima de uma injustiça" e citou a revisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as condenações do ex-presidente Lula na Lava-Jato. O petista teve as condenações da 13ª Vara Federal de Curitiba anuladas pela Corte. "Após cinco anos que ele está berrando nos tribunais, foram descobrir que a competência para julgar os processos dele estava errada", completou.

Questionado se tem medo de ser preso, ele afirmou que "não". "Eu não tenho medo de absolutamente nada. Mas diante da situação, eu não consigo vislumbrar um julgamento justo".

O governador afastado foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) e se tornou réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de envolvimento em desvios de recursos na área da saúde do Rio. O suposto envolvimento de Witzel foi apontado na delação do ex-secretário de Saúde Edmar Santos.

Política