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PF diz ao STF que Bolsonaro agiu para desinformar sobre as eleições

Bolsonaro agiu "diretamente" para desinfomar, afirma PF em relatório - Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro agiu 'diretamente' para desinfomar, afirma PF em relatório Imagem: Marcos Corrêa/PR

Do UOL, em São Paulo

16/12/2021 20h51Atualizada em 16/12/2021 20h52

O relatório enviado pela Polícia Federal ao STF (Supremo Tribunal Federal), no inquérito que investiga notícias falsas (fake news) divulgadas pelo presidente durante uma live realizada no dia 29 de julho, afirma que o presidente teve "atuação direta e relevante" para desinformar sobre o sistema eleitoral brasileiro, com ataque às urnas.

O texto foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes no dia 13 de setembro e é assinado pela delegada da PF Denisse Ribeiro.

De acordo com o texto, o inquérito mostrou que o "Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messsias Bolsonaro [teve atuação direta e relevante] na promoção da ação de desinformação, aderindo a um padrão de atuação já empregado por integrantes de governos de outros países".

Segundo a Polícia Federal, Bolsonaro teve o nítido propósito de desinformar e de "levar parcelas da população a erro quanto à lisura do sistema de votação".

No dia 04 de agosto, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes acolheu o pedido feito pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e incluiu o presidente na investigação para apurar a disseminação de notícias falsas (fake news). As decisões do TSE e do STF foram motivadas pelos repetidos ataques do chefe do Executivo às eleições.

Segundo Moraes, caso se comprove, a conduta do presidente pode ser enquadrada em sete crimes: calúnia, difamação, injúria, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso, associação criminosa e denunciação caluniosa.

Ataques de Bolsonaro às urnas

Desde que foi eleito, Bolsonaro afirma, sem apresentar provas, que houve fraudes em 2018 e que ele teria vencido o pleito em primeiro e não em segundo turno. Recentemente, trouxe, também, a ideia de irregularidades em 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) disputou e ganhou contra Aécio Neves (PSDB).

Esse argumento é usado por Bolsonaro, também, para defender a mudança da urna eletrônica para um modelo com voto impresso. Ele tem condicionado a alteração no sistema à realização de uma eleição confiável.

Nesta semana, o presidente voltou a repetir declarações infundadas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Bolsonaro também acusou Barroso de querer uma eleição manipulada em 2022, mas também não apresentou provas.

É importante destacar que nunca houve fraude comprovada nas eleições brasileiras desde a adoção da urna eletrônica.

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