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Coronavírus

Com escalada de mortes, país já registra 16 vítimas do coronavírus por hora

27/04/2020 - Coronavírus: Movimentação no cemitério Parque de Manaus, com coveiros colocando caixões dentro de vala aberta - SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
27/04/2020 - Coronavírus: Movimentação no cemitério Parque de Manaus, com coveiros colocando caixões dentro de vala aberta Imagem: SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Alex Tajra

Do UOL, em São Paulo

04/05/2020 18h13

O país registrou hoje mais 263 mortes em decorrência da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e 4.075 casos confirmados. Com a atualização, os estados contabilizaram, em uma semana, 2.745 óbitos pelo vírus, ou que equivale a mais de 16 vítimas por hora.

A escalada das mortes, que sugere o pior momento da pandemia no país até o momento, vem em meio aos sinais de sobrecarga do sistema público de saúde. E a realidade deve ser ainda pior do que mostram os números, uma vez que há subnotificação em infectados e mortos pela covid-19 e demora para que os exames dos mortos sejam analisados e confirmem a infecção pelo coronavírus.

No total, segundo o Ministério da Saúde, são 7.288 vítimas do coronavírus no Brasil. Ainda de acordo com os dados divulgados hoje, o país chegou a 105.222 casos oficiais

Não há uma contagem oficial sobre as taxas de ocupação das estruturas de saúde por pacientes com a covid-19. Estados como Amazonas, Rio de Janeiro e Pernambuco, todavia, já têm mais de 90% das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) ocupadas. No último, há filas para quem precisa de tratamento intensivo. Na Grande São Paulo, segundo dados divulgados ontem, 88,8% dos leitos de UTI estão ocupados.

No estado de São Paulo, que concentra desde o começo da pandemia o maior número de casos e mortes, a situação está relativamente melhor que em outras unidades da federação. 67,9% dos leitos de UTI estão ocupados, mas a situação preocupa por conta do isolamento social, que fica diariamente entre 50% e 60% — autoridades consideram que o ideal seria 70%.

No último sábado de abril, o Estado de São Paulo teve o pior número de adesão ao isolamento num sábado desde o início da quarentena decretada pelo governador João Doria (PSDB). Somente 52% das pessoas permaneceram em casa; o governo do Estado, pautado pelo Centro de Contingência do Coronavírus, afirma que 70% das pessoas precisam aderir ao isolamento para diminuir a curva de contágio.

Novos casos e mortes no Brasil

  • 4 de maio - 4.075 casos novos e 263 novos óbitos
  • 3 de maio - 4.588 casos novos e 275 novos óbitos
  • 2 de maio - 4.970 casos novos e 421 novos óbitos
  • 1 de maio - 6.209 casos novos e 428 novos óbitos
  • 30 de abril - 7.218 casos novos e 435 novos óbitos
  • 29 de abril - 6.276 casos novos e 449 novos óbitos
  • 28 de abril - 5.385 casos novos e 474 novos óbitos

Nova mortes no Estado de São Paulo

  • 4 de maio - 27 mortes
  • 3 de maio - 41 mortes
  • 2 de maio - 75 mortes
  • 1 de maio - 136 mortes
  • 30 de abril - 128 mortes
  • 29 de abril - 198 mortes
  • 28 de abril - 224 mortes

Mortalidade sobe entre jovens e adultos de SP

Entre 4 de abril e 3 de maio, o número de jovens e adultos que morreram em decorrência da covid-19 cresceu 18 vezes no estado de São Paulo. Ontem, entre os 2.627 mortos, 693 tinham menos de 60 anos. Há um mês, esse número era de apenas 37, sobre um total de 260 mortes.

A proporção dos jovens e adultos entre os mortos saltou, neste período de 14% para 26%.

Em um mês, a média de mortes confirmadas diariamente no Estado de São Paulo pela pandemia cresceu 280%; são 118 mortes diárias em média, segundo dados da Secretaria de Saúde.

Em relação aos novos casos, os números indicam que, na última semana, houve 10.491 confirmações para covid-19, o equivalente a uma média diária de mais de 1,4 mil novos casos confirmados. Em 4 de abril, eram 4.048 casos, com uma média de 403 por dia.

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