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Madeleine Lacsko

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Desaparecimento de Dom e Bruno não deve ser politizado

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Madeleine Lacsko

Madeleine Lacsko é jornalista desde 1996. Participa dos think tanks Instituto Montese pela defesa da democracia e Sociedades Digitais e Relações de Poder, da GoNew.Co. Atuou como Consultora Internacional do Unicef Angola na campanha que erradicou a pólio no país, diretora de comunicação da Change.org para a América Latina, assessora no Supremo Tribunal Federal e do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp. Trabalhou na Jovem Pan, Antagonista, CCR e Gazeta do Povo.

Colunista do UOL

15/06/2022 18h57

Na edição desta quarta-feira (15) da Live UOL, falei sobre o pedido da ex-ministra britânica Theresa May, que cobrou hoje de seu sucessor, Boris Johnson, uma postura mais firme em relação ao desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira na Amazônia e que o caso seja tratado como uma prioridade diplomática.

A declaração, feita durante sessão do Parlamento, é um bom exemplo de que há coisas que não podem ser politizadas. Para os bolsonaristas, que embarcaram no discurso do presidente sobre o risco que os desaparecidos corriam, a fala ilustra bem como é ilusória a impressão de que essa seria uma opinião conservadora.

Theresa May é muito respeitada no Reino Unido, ao contrário de Boris Johnson, que passa por um momento delicado da carreira. Ela é considerada um símbolo dos conservadores britânicos. Ao cobrar que o governo acompanhe as investigações e faça o que for necessário para descobrir o que de fato aconteceu no Brasil, mostra que existem coisas que estão acima da política. E que o desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira é uma delas, já que envolve temas como direitos humanos e dignidade.

Nesta edição da Live UOL, falamos também sobre a declaração de Jair Bolsonaro, que disse hoje que Dom Phillips era "malvisto" na região amazônica por causa de suas coberturas. Conversamos também sobre as "brigadas digitais" criadas pela CUT para o envio de material de apoio a Lula em grupos de WhatsApp.

Ao lado de Felipe Moura Brasil, debato os principais assuntos do país diariamente, das 17h às 18h, com transmissão ao vivo nos perfis do UOL no YouTube, no Facebook e no Twitter.