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Dezoito de 25 réus do Carandiru ficam em silêncio diante de jurados

Gabriela Fujita e Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

31/07/2013 18h16

Dezoito dos 25 réus do segundo júri do massacre do Carandiru decidiram permanecer calados durante interrogatório no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (31).

Policiais militares da ativa, aposentados e ex-policiais se recusaram a responder as perguntas da acusação e do juiz, Rodrigo Tellini, alegando o direito constitucional ao silêncio e orientação da advogada do grupo, Ieda Ribeiro de Souza. Todas as negativas foram feitas ao longo de uma hora --das 17h às 18h.

Apesar do silêncio, os promotores Fernando Pereira da Silva e Eduardo Olavo Canto fizeram perguntas aos réus e salientaram que, dentre eles, havia inclusive os que teriam sido feridos por presos do pavilhão durante a ação. 

Para ainda hoje, são aguardados os interrogatórios de outros quatro réus que, segundo a defesa e o Tribunal de Justiça, devem falar. Mais cedo, em depoimento de cerca de três horas, o coronel Valter Alves Mendonça, capitão da Rota à época da invasão, admitiu ter atirado em presos do terceiro pavimento do pavilhão 9 em suposto confronto, já que, segundo ele, detentos teriam resistido à ocupação dos PMs.

Parte dos réus ainda se disse "inocente" ao juiz, mas nenhum deles quis responder perguntas como quantos tiros teriam sido efetuados contra os presos ou pelos presos. Também não responderam questões como a existência ou não de confronto durante a ocupação.

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