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Tragédia em Brumadinho


Barragem vizinha mantém Brumadinho assustada; bombeiros descartam risco

Ao fundo, a barragem 6 do complexo da mina do Córrego do Feijão - Pedro Ladeira/Folhapress
Ao fundo, a barragem 6 do complexo da mina do Córrego do Feijão Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Luciana Amaral

Do UOL, em Brumadinho (MG)

04/02/2019 16h00

Desde o rompimento da barragem 1 da Vale em Brumadinho (MG), a cidade vive sob o fantasma de uma nova tragédia. Nos arredores, outra estrutura do complexo de mineração da Vale, a chamada barragem 6, de água, é monitorada 24 horas por dia e é o centro de episódios de medo na população.

Na manhã desta segunda-feira (4), o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, afirmou que a barragem não oferecia nenhum risco à cidade.

A declaração veio horas depois de um boato ter se espalhado em Brumadinho. Na madrugada de domingo para segunda, correu pela cidade uma informação de que uma sirene de alerta da Vale havia sido acionada, gerando apreensão de sobreviventes e equipes que trabalham no local.

Ainda na madrugada, a Polícia Militar disse ao UOL que o som era vinha de máquinas acionadas pela Vale ou por outra mineradora próxima e não correspondia ao aviso para desastres.

Os bombeiros confirmaram que não houve acionamento de sirenes de aviso de perigo iminente. Mas desde 25 de janeiro, Brumadinho vive em estado de alerta.

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Sem risco

A barragem 6 teve água drenada nos dias seguintes ao rompimento da barragem 1, que armazenava rejeitos de mineração.

O medo era que a lama que vazou da 1 se acumulasse na 6 e a fizesse transbordar.

Na manhã do dia 27, uma sirene ligada à barragem 6 chegou a ser acionada, alertando moradores do Córrego do Feijão, distrito rural de Brumadinho. Mas o risco foi descartado na sequência.

"Ela está com rebaixamento de nível de água de aproximadamente 2,14 metros, então, pela quantidade de água que a B6 comporta, os afluxos de água não colocam em risco a possibilidade de extravasamento dessa barragem", disse Aihara hoje.

O monitoramento é feito por meio de quatro radares. Brumadinho amanheceu nesta segunda sob forte chuva e a tendência é que o tempo continue dessa maneira durante toda a semana. 

Aihara explicou que água advinda da chuva na barragem não superará a quantidade bombeada para fora do complexo previamente. 

"Não houve, nem decorrência da chuva, nenhuma movimentação de massa significativa. [Nos dias anteriores] A gente teve uma pequena movimentação de massa que era de acomodação de rejeitos, só que essa movimentação já era esperada. Então, em relação à estabilidade da barragem e ao nível de segurança dela, continuam estáveis. Continua no nível um de segurança", informou
 

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