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Tragédia em Brumadinho

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Brumadinho: Bombeiros acham ossada mais de 3 anos após a tragédia

Até o momento, seis pessoas ainda não foram localizadas, seguindo desaparecidas desde o rompimento da barragem - Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
Até o momento, seis pessoas ainda não foram localizadas, seguindo desaparecidas desde o rompimento da barragem Imagem: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/05/2022 08h49Atualizada em 03/05/2022 09h28

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais localizou uma ossada na área atingida pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, administrada pela Vale, em Brumadinho (MG), ocorrido em janeiro de 2019.

A ossada encontrada era formada por "aproximadamente 40 segmentos". Segundo os Bombeiros, porém, "ainda não é possível afirmar" que ela corresponda a alguma pessoa ainda desaparecida no contexto do rompimento da barragem.

"Mas, considerando a relevância e características do material, já encaminhado para a perícia, há boas possibilidades de eventual nova identificação", disse a corporação em nota.

"A maior operação de busca e salvamento da história permanece, graças ao incansável trabalho dos bombeiros militares, apresentando resultados importantes que objetivam o conforto das famílias", acrescentaram ainda os Bombeiros.

No momento, a Vale enfrenta nos Estados Unidos um processo movido pelo órgão regulador do mercado de capitais do país, que acusa a empresa de ter mentido para investidores sobre as condições de segurança das próprias barragens, como a de Brumadinho.

264 pessoas já foram confirmadas como mortas em decorrência do ocorrido e localizadas. Até o momento, seis pessoas seguem desaparecidas no contexto do rompimento da barragem em Brumadinho, sendo elas:

  • Tiago Tadeu Mendes da Silva
Tiago Tadeu Mendes da Silva - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Tiago Tadeu Mendes da Silva
Imagem: Reprodução/Facebook

Tiago tinha 34 anos e trabalhava como mecânico industrial na Vale.

Ele estava no refeitório da mina no momento em que barragem se rompeu, de acordo com parentes, e deixou dois filhos pequenos.

  • Luís Felipe Alves
Luís Felipe Alves - Reprodução/Facebok - Reprodução/Facebok
Luís Felipe Alves
Imagem: Reprodução/Facebok

Luís Felipe, 30, era engenheiro de produção e funcionário da Vale. Natural de Jundiaí, no interior paulista, mudou-se para o Espírito Santos, onde cursou a faculdade.

Ele trabalhava em Brumadinho há pouco mais de três meses, no setor administrativo da Vale, quando ocorreu a tragédia.

  • Nathália de Oliveira Porto Araújo
Nathália de Oliveira Porto Araújo - Reprodução/Arquivo Pessoal - Reprodução/Arquivo Pessoal
Nathália de Oliveira Porto Araújo
Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal

Estagiária administrativa da Vale, Nathália de Oliveira Porto Araújo, 25, estava no refeitório quando a barragem se rompeu.

Segundo o marido, o GPS do seu smartphone apontava para uma região na Cachoeira das Ostras, mas as buscas acabaram sendo infrutíferas.

  • Maria de Lurdes da Costa Bueno
Maria de Lurdes da Costa Bueno - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Maria de Lurdes da Costa Bueno
Imagem: Reprodução/Facebook

Moradora de São José do Rio Pardo (SP), Maria de Lurdes da Costa Bueno, 59, passava as férias com a família na Pousada Nova Estância.

O imóvel acabou soterrado pela lama após barragem da Vale romper, em janeiro de 2019. Ela não foi mais vista desde então.

  • Olímpio Gomes Pinto
Olímpio Gomes Pinto - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Olímpio Gomes Pinto
Imagem: Reprodução/Facebook

Conhecido como Licão, o auxiliar de sondagem Olímpio Gomes Pinto tinha 56 anos.

Ele trabalhava para uma empresa terceirizada que prestava serviços à mineradora.

Olímpio era natural de Caeté, Minas Gerais.

  • Cristiane Antunes Campos
Cristiane Antunes Campos - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Cristiane Antunes Campos
Imagem: Reprodução/Facebook

Cristiane Antunes Campos tinha 34 anos, sendo 10 dedicados à Vale.

Ela começou a atuar na empresa como motorista de caminhão, quando surgiu a oportunidade de se graduar em um curso de técnico em mineração.

Em 2018, passou a ser supervisora de mina.

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