Embaixada orienta brasileiros fora de Kiev a deixar a Ucrânia
A Embaixada do Brasil na Ucrânia orientou os brasileiros a deixar o país europeu imediatamente após a invasão russa iniciada na madrugada de hoje. A exceção seria para moradores da capital Kiev, que devem procurar um local seguro.
Ao menos 67 pessoas morreram após o avanço das tropas russas no sudeste e no sul da Ucrânia, segundo a Polícia Nacional e o Serviço de Guarda de Fronteiras. O exército ucraniano informou ter matado cerca de 50 ocupantes russos perto de Shchastia, no leste do país.
A embaixada estima a presença de cerca de 500 brasileiros na Ucrânia entre estudantes, executivos de multinacionais e familiares de ucranianos. Em comunicado, a representação diz que a situação ainda é "relativamente estável" na maior parte do país ao citar os ataques a alvos militares.
Contudo, recomenda a saída imediata para quem não estiver na capital, onde há registros de trânsito caótico e filas para abastecer veículos em postos de combustível ou retirar dinheiro em caixas eletrônicos.
A Embaixada recomenda que brasileiros que possam deslocar-se por meios próprios para outros países ao oeste da Ucrânia que o façam tão logo possível, após informarem-se sobre a situação de segurança local"
Trecho do comunicado, enviado em um grupo do Telegram para brasileiros na Ucrânia
"Aos brasileiros em Kiev, a recomendação das autoridades ucranianas, no momento, é não sair, tendo em conta grandes engarrafamentos nas saídas da cidade. Os brasileiros que buscarem deixar a cidade nesse momento devem contar com grandes dificuldades. Solicita-se aguardar novas instruções da embaixada."
A orientação para quem não puder deixar o país em segurança é de manter distância de "bases militares, instalações responsáveis pelo fornecimento de energia e internet e áreas responsáveis pela produção de energia elétrica".
A embaixada também recomenda que brasileiros na margem esquerda do rio Dnipro, no leste do país, sem condições para seguir viagem ao oeste de maneira segura se desloquem para Kiev e estabeleçam contato com o plantão consultar.
Em nota à imprensa, o Itamaraty orientou os brasileiros em território ucraniano a manter contato diário com a Embaixada brasileira no país. "Caso necessitem de auxílio para deixar a Ucrânia, devem seguir as orientações da Embaixada e, no caso dos residentes no leste, deslocar-se para Kiev assim que as condições de segurança o permitam."
Jogadores brasileiros que atuam no Shakhtar Donetsk e no Dínamo de Kiev publicaram um vídeo em suas redes sociais pedindo ajuda ao governo brasileiro para deixarem o país.
Biden condena ataque; Putin ameaça quem tentar intervir
Em comunicado da Casa Branca enviado à imprensa no início da madrugada de hoje, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, disse que a operação militar russa na Ucrânia foi "um ataque injustificado" e que trará "uma perda catastrófica de vidas e sofrimento humano".
"A Rússia sozinha é responsável pela morte e destruição que este ataque trará, e os Estados Unidos e seus aliados e parceiros responderão de forma unida e decisiva. O mundo responsabilizará a Rússia", completou.
Em um pronunciamento transmitido em cadeia nacional ontem à noite, o presidente russo Vladimir Putin disse ter autorizado aquilo que definiu como "operação militar especial" da Rússia no leste da Ucrânia e mandou recado para aqueles que tentarem intervir: "A Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história".
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje em um discurso à nação o rompimento das relações diplomáticas com Moscou. Zelensky também adotou lei marcial em todo o território ucraniano, pedindo para que os cidadãos continuem calmos.
A adoção da lei marcial consiste em uma medida que altera as regras de funcionamento de um país, deixando de lado as leis civis e colocando em vigor leis militares.
Mais cedo, o presidente disse que tentou fazer uma ligação para conversar com Vladimir Putin, mas não teve sucesso.
O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico), Jens Stoltenberg, afirmou em entrevista coletiva hoje que o bloco não vai enviar tropas à Ucrânia. O diplomata disse ainda que a Rússia vai pagar um "alto preço político e econômico".
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