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Eduardo Bolsonaro diz que Macron é moleque e que levou tapa na cara do G7

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

27/08/2019 17h39Atualizada em 27/08/2019 18h19

Presidente da Comissão de Relações Exteriores na Câmara, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) qualificou o presidente francês, Emmanuel Macron, como "moleque" e disse que o G7 deu um "tapa na cara" do francês sobre as críticas em relação à Amazônia.

Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo disse hoje que Macron está usando as queimadas e o desmatamento na região amazônica para tentar melhorar sua popularidade na França.

"Quando um presidente tem baixa popularidade, o que ele faz? Tenta atrair um tema para unir os seus nacionais", disse durante a sessão da comissão realizada hoje em Brasília. "Então não foi à toa que ele fez isso."

Para Eduardo, que foi indicado por seu pai para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos, a fala de Macron dizendo que "os brasileiros tenham logo um presidente que se comporte à altura" teria dado a entender que o francês estaria trabalhando pelo impeachment de seu pai.

Na fala na comissão, o filho do presidente disse que os críticos na Europa "não têm a mínima moral para exigir de nós a preservação da Amazônia ou agir dessa maneira como o presidente Macron tem feito". Ele ainda defendeu os fazendeiros, dizendo que, "ao lado dos militares, são os que falam com maior propriedade da proteção da nossa Amazônia".

"Tapa na cara"

O parlamentar afirmou que os membros do G7 "fizeram questão de dar um tapa na cara do Macron" ao não citar a Amazônia na declaração final feita pelos líderes de França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Japão, Estados Unidos e União Europeia.

"Temos queimadas? Temos queimadas, óbvio. Ninguém está virando a cara para isso. Agora, querer fazer 'fake news' e exagerar isso para ter ganhos políticos, acho que o termo molecagem ficou até barato", comentou o filho do presidente brasileiro.

Durante a audiência, Eduardo afirmou que o encontro do G7 foi convocado de urgência para tratar da Amazônia. A reunião, porém, já estava marcada. Macron pediu que o tema das queimadas na floresta brasileira fosse incluído nas conversas, o que foi prontamente atendido pelos outros líderes.

Macron e Jair Bolsonaro têm trocado farpas nos últimos dias após queimadas e desmatamentos atingirem a Amazônia. O episódio mais recente da troca de farpas foi a ofensa feita em mensagem nas redes sociais contra a esposa do presidente francês. O brasileiro, porém, nega ter ofendido a companheira de Macron.

Hoje, Bolsonaro diz que só aceitará a oferta de ajuda de US$ 20 milhões do G7 caso o francês retire insultos que fez contra o brasileiro.

Bolsonaro pode discutir ajuda se Macron 'retirar insultos'

AFP

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