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Rio: Câmara de Vereadores exonera todos os assessores do Dr. Jairinho

Vereador Dr. Jairinho vai responder na Justiça pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha envolvendo a morte do enteado, Henry Borel - Saulo Ângelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
Vereador Dr. Jairinho vai responder na Justiça pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha envolvendo a morte do enteado, Henry Borel Imagem: Saulo Ângelo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

07/05/2021 15h17Atualizada em 07/05/2021 16h01

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro exonerou todos os 20 assessores do gabinete do Dr. Jairinho (sem partido). A exoneração foi publicada no Diário Oficial da Casa de hoje e começa a valer a partir de amanhã.

De acordo com a Câmara de Vereadores, a exoneração dos assessores segue o artigo 14 do Regimento Interno da Casa, que determina a suspensão de todos os direitos sobre o gabinete de um vereador a partir do 31º dia de sua prisão.

Jairinho foi preso no dia 8 de abril, ao lado da esposa, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida. Os dois são acusados de serem os responsáveis pela morte do menino Henry Borel, filho de Monique.

No mesmo dia em que foi preso, o político teve seu salário suspenso pela Câmara de Vereadores. Ele também responde a um processo disciplinar no Conselho de Ética da Casa, que pode levar a cassação de seu mandato.

O vereador foi notificado hoje sobre o processo de cassação, na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense, onde está preso. Com isso, ele terá 10 dias para apresentar sua defesa no conselho.

Réu

Jairinho virou, hoje, réu pela morte do enteado, após a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital, aceitar a denúncia do MPRJ (Ministério Público do Rio) contra ele e a esposa.

O médico vai responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha. Já Monique é acusada de homicídio triplamente qualificado na forma omissiva, tortura omissiva, falsidade ideológica e coação de testemunha.

A Justiça também converteu, hoje, a prisão temporária de Jairinho e Monique em preventiva.

O caso

O inquérito sobre a morte de Henry Borel foi concluído na segunda-feira (3) pela Polícia Civil do Rio, e entregue ao MPRJ. De acordo com o Ministério Público, o crime de homicídio foi cometido por motivo torpe, por Jairinho acreditar que Henry atrapalhava a sua relação com Monique.

Para o MPRJ, as agressões foram executadas "com meio cruel", causando um "intenso sofrimento físico revelando uma brutalidade fora do comum".

Henry morreu no dia 8 de março. De acordo com as investigações, a morte da criança foi causada por agressões do padrasto e pela omissão da mãe. Laudos do IML (Instituto Médico Legal) apontam que ele sofreu 23 lesões por ação violenta.

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