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Vale: investimentos em obras de contenção em Brumadinho chegarão a R$ 1,8 bi

27.jan.2019 - Cidadãos observam dano causado pela lama que atingiu a região de Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem de rejeitos de minério da Vale - Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo
27.jan.2019 - Cidadãos observam dano causado pela lama que atingiu a região de Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem de rejeitos de minério da Vale Imagem: Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Mariana Durão

Rio

18/12/2019 18h48

A Vale informa que concluiu as obras emergenciais de contenção em Brumadinho (MG), anunciadas em junho deste ano. A companhia prevê investir R$ 1,8 bilhão até 2023 em obras do tipo, dos quais R$ 400 milhões a R$ 500 milhões só em 2019. O rompimento da Barragem I da mina do Córrego do Feijão, em janeiro, deixou 257 mortos e 13 desaparecidos.

De acordo com a mineradora, foram mobilizadas 45 empresas, 584 equipamentos e 2,8 mil trabalhadores para a execução das obras, sendo metade deles moradores de Brumadinho e região.

A Vale afirma que construiu uma série de estruturas integradas, que, juntas, têm a finalidade de reduzir o carreamento de sedimentos para o curso do rio Paraopeba, reduzindo significativamente a turbidez da água. De acordo com a companhia, nos primeiros meses de chuva mais intensa as estruturas cumpriram o objetivo de reduzir o carreamento de sedimentos para o rio.

As intervenções emergenciais realizadas também incluem a remoção e destinação adequada dos rejeitos, após liberação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, e a recuperação do trecho atingido do rio Paraopeba.

Entre a barragem 1 (B1), na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), e a confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba, a Vale construiu três grandes estruturas de contenção (duas barreiras hidráulicas filtrantes e um dique), além de 25 pequenas barreiras estabilizantes. Esse conjunto de intervenções faz parte do Plano de Contenção de Rejeitos, apresentado aos órgãos públicos, logo após o rompimento da barragem.

A empresa também instalou uma cortina de estacas metálicas próximo à confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba. Essa medida viabilizou a limpeza do trecho do rio onde está a maior concentração de sedimentos e, desde 27 de maio, cessou o carreamento de sólidos para o curso do Paraopeba.

A Vale afirma ainda que implantou uma Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF), localizada próximo à confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba. Em meados de maio, a empresa iniciou as atividades preparatórias para dragagem dos rejeitos de trecho impactado do rio Paraopeba e, em agosto, após conclusão das buscas por vítimas pelos Bombeiros nessa área, a dragagem foi iniciada.

Tragédia em Brumadinho