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Carnaval de Belo Horizonte lança novos cantores rumo ao estrelato

A partir do alto, em sentido horário: Marcelo Veronez, Octavio Cardozzo, Maíra Baldaia e Heleno Augusto são estrelas da música lançadas pelo Carnaval de BH  - Jackson Romanelli, Paulo Abreu, Lorena Zchaber e Cacá Lanari/Divulgação
A partir do alto, em sentido horário: Marcelo Veronez, Octavio Cardozzo, Maíra Baldaia e Heleno Augusto são estrelas da música lançadas pelo Carnaval de BH Imagem: Jackson Romanelli, Paulo Abreu, Lorena Zchaber e Cacá Lanari/Divulgação

Miguel Arcanjo Prado

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/02/2019 04h00

Cada vez maior e com previsão de bater recorde de público com 4,5 milhões de pessoas neste ano, o Carnaval de Belo Horizonte também é uma espécie de catapulta para novos astros e estrelas da música mineira com pretensão de conquistar o Brasil.

Artistas de destaque na nova cena musical mineira, como Marcelo Veronez, Octavio Cardozzo, Heleno Augusto e Maíra Baldaia, viram suas carreiras musicais crescer à medida que cantavam na folia de rua belo-horizontina.

"Grande parte do meu público veio do Carnaval", afirma o cantor Octavio Cardozzo, que ocupa o posto de vocalista do bloco Haja Amor e que acaba de lançar seu hit para esta folia, "Debaixo D'Água", com direito a um clipe "molhado e sensual".

Vocalista do bloco Corte Devassa, Marcelo Veronez chegou a gravar em seu primeiro disco, "Narciso Deu um Grito", o "Hino da Corte Devassa", que também virou clipe gravado em pleno cortejo: "Todo show que faço tenho de cantar essa", conta.

"O Carnaval deu um salto enorme na minha carreira. A base do meu primeiro disco foi o Carnaval de rua de Belo Horizonte", fala Veronez, que ainda é diretor artístico do bloco Havaynas Usadas, criou o Baile do Prazer e desfila no Bloco do Manjericão.

"Hoje já existe uma preocupação dos artistas de BH em lançar músicas para o Carnaval, coisa que antes não havia. O Carnaval nos ajuda a furar bloqueios do mercado e a atingir o público de uma forma direta", avalia Veronez.

O cantor Heleno Augusto, vocalista do bloco Havayanas Usadas, vê no Carnaval o momento "fundamental para divulgação" de seu trabalho artístico. E lembra que, na folia, consegue se "conectar com pessoas interessadas [em música]".
 
Cantar em cima do trio abriu muitas portas, ele admite. "Jamais teria feito tantos programas de TV e rádio, reportagens para jornais e portais nem dividido o palco ou participado de grandes festivais com artistas de primeira grandeza sem a força do Carnaval. Mudou a minha relação com o mundo para sempre", afirma Heleno Augusto.

A cantora Maíra Baldaia, que faz vocais nos blocos Haja Amor, Bruta Flor e Truck do Desejo, ressalta o fato de o Carnaval impulsionar não só carreiras individuais, mas a música independente mineira como um todo. "O Haja Amor só toca artistas da cena independente em ritmo carnavalesco", recorda. "O Carnaval de BH amplifica muitas carreiras", pontua.
 
Heleno Augusto concorda que a folia pode ser a grande chance para artistas da música mineira rumo ao estrelato. "Muitos artistas ampliaram o alcance por meio dos blocos, cantando, regendo, tocando na bateria, dirigindo desfile, formando bandas, tocando em cima do trio. No Carnaval, há uma visibilidade muito boa para quem busca se estabelecer na música", conclui. 

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