Meloni não classificou fala de Lula sobre Israel como 'imbecilidade'

É falso que a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, tenha classificado como "imbecilidade" a fala do presidente Lula (PT) comparando o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o Holocausto, conforme publicações que circulam nas redes sociais.

O UOL Confere não achou nenhum registro do suposto xingamento de Meloni contra a declaração de Lula.

O que diz o post

"Após fala de Lula, 1ª ministra da Itália, Giorgia Meloni disse que 'não irá comentar imbecilidades ditas por inconsequentes que nitidamente desconhecem dez por cento do que foi o Holocausto'. Ela é a primeira liderança Mundial a se manifestar após a fala do 1º ministro Benjamin Netanyahu", diz o print da postagem.

Na legenda, é dito que a fala de Meloni foi uma "lapada".

Por que é falso

Não há registros de fala de Meloni contra Lula. Por meio de uma busca simples no Google (aqui), não há qualquer menção de uma possível ofensa de Giorgia Meloni contra o presidente brasileiro por sua comparação entre a Faixa de Gaza e o Holocausto (aqui). Usando termos italianos na busca (aqui), também não é possível encontrar resultados da imprensa local que mostrem ofensas de Meloni a Lula sobre a fala do presidente (aqui). Em outras ocasiões, Meloni já falou mal do mandatário brasileiro (aqui) por terem posições diferentes e ela ser de extrema-direita.

União Europeia também não criticou presidente brasileiro. Na quinta-feira (22), o alto representante da União Europeia para Política Externa, Josep Borrell, disse que Lula não quis comparar a guerra de Israel na Faixa de Gaza com o Holocausto (aqui). A maioria das críticas contra Lula partiu de membros da oposição do governo (aqui), que são brasileiros.

O UOL Confere procurou o gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni na tarde de sexta-feira (23) para confirmar se realmente não houve um posicionamento contrário dela em relação ao que Lula falou, mas até agora não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

O conteúdo também foi checado pelo Aos Fatos (aqui). Na Europa, o site português "Observador" também desmentiu a postagem (aqui).

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