Bailarina que perdeu a perna no atentado de Boston volta a dançar

Do UOL, em São Paulo

A bailarina Adrianne Haslet-Davis, 33, era uma das milhares de participantes da Maratona de Boston, em 15 de abril de 2013, quando duas bombas foram detonadas próximas à linha de chegada. O impacto e a explosão custaram lhe uma parte da perna esquerda e, naquele momento, sua paixão pela dança. O atentado deixou três pessoas mortas e cerca de 264 feridas.

  • Adrienne se recupera no hospital após o atentado

Quase um ano depois do trauma, no entanto, seu sonho de voltar a dançar virou realidade, com uma grande ajuda da tecnologia. Adrianne, profissional da dança de salão, foi escolhida para ganhar uma perna biônica feita especialmente para ela, e com especificações que a permitem se movimentar o suficiente para retomar a carreira.

A prótese foi apresentada na quarta-feira (19), quando ela voltou a subir num palco pela primeira vez desde o atentado durante a conferência da fundação sem fins lucrativos TED, em Vancouver (Canadá). Por alguns poucos minutos, ela bailou ao som de uma rumba, estilo cubano, sem esconder a emoção e as lágrimas.

Adrianne foi apresentada por Hugh Herr, diretor de biomecânica da fundação TED. Ele lançou uma pesquisa que tomou 200 dias estudando as dinâmicas da dança – como os dançarinos se movimentam e onde a força é aplicada enquanto o fazem. Os resultados foram aplicados na prótese dada à norte-americana.

Personagens da tragédia

  • Reprodução/The Boston Globe

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  • Reprodução/Facebook

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  • Reprodução/Boston Globe

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  • Charles Krupa/AP

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  • Reprodução/Facebook

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"Em 3,5 segundos os criminosos tiraram Adrianne do salão de dança. Em 200 dias, a colocamos de volta", discursou Herr, ele próprio um biamputado após um acidente de escalada nos anos 1980.

O ataque

"Espera aí, meu pé está doendo." Foi isso que a dançarina disse assim que percebeu que estava ferida instantes após a explosão.

Ela e seu marido Adam Davis, um soldado da Força Aérea dos EUA que havia acabado de voltar do Afeganistão, estavam assistindo à competição próximos à linha de chegada.

Em entrevista ao canal de TV ABC Adrianne afirmou que não percebeu instantaneamente que foi ferida. "Não senti o calor da bomba. Apenas senti o ar se deslocando e, por isso, caí no chão", contou.

Julgamento

O julgamento de Dzhokhar Tsarnaev, acusado de ser responsável junto a seu irmão pelo duplo atentado que deixou três mortos durante a maratona de Boston em 2013, começou em 3 de novembro.

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