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Israel destruirá túneis do Hamas "com ou sem cessar-fogo"

Do UOL, em São Paulo

31/07/2014 08h14Atualizada em 31/07/2014 14h41

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em pronunciamento na TV nesta quinta-feira (31) que completará a missão de destruir os túneis construídos pelo grupo islâmico radical Hamas na faixa de Gaza "com ou sem um cessar-fogo". As negociações para a uma trégua, mediadas pelo Egito, estão empacadas.

"Estamos determinados a completar esta missão com ou sem um cessar-fogo. Não concordarei com nenhuma proposta que não permita que o Exército israelense complete essa importante tarefa em nome da segurança de Israel", afirmou Netanyahu antes de uma reunião com seu gabinete de segurança. 

Mapa Israel, Cisjordânia e Gaza - Arte/UOL - Arte/UOL
Mapa mostra localização de Israel, Cisjordânia e Gaza
Imagem: Arte/UOL

"Destruímos milhares de alvos terroristas: centros de comando, arsenais de foguetes, instalações de produção, áreas de lançamento [de foguetes], e centenas de terroristas foram mortos. Essas  conquistas e a neutralização dos túneis são apenas a primeira fase da desmilitarização da faixa de Gaza", afirmou ainda o premiê, na reunião.

"O IDF [Forças de Defesa de Israel] é um Exército moral sem par. Está combatendo um inimigo cuja brutalidade é sem par. Ele [IDF] tenta, tanto quanto possível, evitar a morte de civis."

O discurso chegou a ser interrompido por alertas de disparos de foguetes do Hamas contra Israel.

Israel convocou nesta quinta mais 16 mil reservistas para a operação -- o total de convocados até o momento é de 86 mil. 

Na véspera, o chefe das forças em Gaza disse que Israel está "a alguns dias de destruir todos os túneis". Antes, Netanyahu havia dito que a destruição dos túneis levaria de "dois a três dias". A operação entrou hoje em seu 23º dia.

A quarta-feira (30) foi o dia mais violento desde o começo da ofensiva. Aviões de combate e tanques israelenses mataram ontem 119 palestinos e feriram mais de 500 na faixa de Gaza.

O porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al Qedra, especificou que os dois episódios mais graves ocorreram quando a artilharia israelense atingiu uma escola gerida pela ONU no norte da faixa de Gaza e um mercado na capital.

A Federação Internacional de Jornalistas confirmou que dois jornalistas palestinos foram mortos durante o ataque ao mercado, levando a 8 o número de mortos na ofensiva -- Sameh Al-Aryan, 26, da TV Al-Aqsa, e o fotojornalista Rami Rayan, 25, do Palestinian Media Network.

O total de mortos desde o início da ofensiva israelense, que começou em 8 de julho, chega a 1.349 e os feridos são mais de 7,5 mil, a maioria civis, inclusive mulheres e crianças.

Do lado israelense, 56 militares israelenses morreram em combate ou depois que foram atingidos por projéteis disparados de Gaza, além de três civis.

O Exército não comentou sobre os bombardeios contra a escola e o mercado, mas informaram em comunicado que 110 posições terroristas foram atacadas em Gaza nas últimas 24 horas, 20 delas somente na noite passada.

Também ontem, as milícias palestinas dispararam cerca de 120 projéteis contra o território israelense, que não causaram vítimas fatais, de acordo com a imprensa local. (Com agências internacionais)

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