'Implosão catastrófica' e morte instantânea: tragédia com Titan faz um ano

Há um ano, o submersível Titan desaparecia no Oceano Atlântico, dando início a uma busca que durou quatro dias. Veja o que se sabe sobre o caso:

1 - O que aconteceu

O submersível, da empresa OceanGate, desapareceu no dia 18 de junho. A embarcação se dirigia aos destroços do Titanic, que ficam a cerca de 4.000 metros de profundidade no Oceano Atlântico.

O Titan perdeu contato 1 hora e 45 minutos depois de começar a descer. Um ex-consultor da OceanGate afirmou que o Titan teria tentado voltar à superfície momentos antes de perder contato com o navio-mãe, o Polar Prince.

No dia 22 de junho, a Guarda Costeira dos EUA anunciou que encontrou destroços do submersível. Segundo as autoridades, houve perda de pressão da cabine, o que gerou uma "implosão catastrófica" a cerca de 3.800 metros de profundidade.

Destroços foram localizados perto do Titanic
Destroços foram localizados perto do Titanic Imagem: UOL

A implosão ocorreu porque a pressão externa do oceano superou a de dentro da embarcação. O Titan era feito de fibra de carbono e de titânio. Um vídeo simula como ocorreu o acidente:

O CEO da OceanGate, Stockton Rush, ignorou diversos alertas de um especialista sobre a segurança do submersível. A embarcação nunca havia sido certificada por um órgão independente.

O Titan era guiado por meio de um aparelho que lembra um controle de videogame. A embarcação já havia passado por falhas de comunicação e chegou a ficar perdida em outra ocasião.

Continua após a publicidade

Um áudio obtido pela Força Aérea Canadense mostra o que seriam os últimos sons do submersível. É possível ouvir alguns sons que os especialistas suspeitam que poderiam ser de alguém batendo no submersível. A origem, no entanto, ainda não foi desvendada.

2 - Quem eram os tripulantes

Os cinco ocupantes do submersível morreram no acidente. Hamish Harding, bilionário e presidente da empresa Action Aviation; Shahzada Dawood, empresário paquistanês, e seu filho, Suleman; Paul-Henry Nargeolet, considerado um dos maiores especialistas no naufrágio do Titanic; e Stockton Rush, presidente da OceanGate, estavam a bordo.

A viagem custou US$ 250 mil por pessoa, o que equivale a R$ 1,2 milhão. O objetivo era levar os tripulantes até os destroços do Titanic, que naufragou em 1912.

Os tripulantes do submersível (da esquerda para direita): Stockton Rush, CEO da OceanGate; Paul-Henry Nargeolet; Suleman Dawood e seu pai Shahzada Dawood; e o bilionário britânico Hamish Harding
Os tripulantes do submersível (da esquerda para direita): Stockton Rush, CEO da OceanGate; Paul-Henry Nargeolet; Suleman Dawood e seu pai Shahzada Dawood; e o bilionário britânico Hamish Harding Imagem: Shannon Stapleton/REUTERS; Reprodução/LinkedIn; Família Dawood; e JANNICKE MIKKELSEN/Jannicke Mikkelsen via REUTERS

3 - O que aconteceu com os corpos

Continua após a publicidade

Em outubro, a Guarda Costeira recuperou novos destroços do submersível Titan. O material foi encontrado no fundo do Oceano Atlântico Norte, a 500 metros do local de visitação do Titanic.

O comunicado das autoridades afirma que "supostos restos humanos adicionais" foram recuperados junto com os destroços. Os restos foram enviados para análise por médicos nos EUA.

Durante uma implosão, a morte dos tripulantes é instantânea. Em um colapso desse tipo, a pressão amassa os corpos, o que torna impossível encontrá-los íntegros.

4 - E a OceanGate?

A empresa suspendeu suas operações duas semanas após o acidente. Ainda em junho, o Canadá e os EUA iniciaram uma investigação sobre o caso.

*Com informações de reportagem publicada em 21/12/2023

Deixe seu comentário

Só para assinantes