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"Deixe a nossa Amazônia em paz", pede Junior durante show em São Paulo

24.ago.2019 - O cantor Junior durante show da dupla Sandy e Junior no Allianz Parque, em São Paulo - Mariana Pekin/UOL
24.ago.2019 - O cantor Junior durante show da dupla Sandy e Junior no Allianz Parque, em São Paulo Imagem: Mariana Pekin/UOL

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

24/08/2019 21h43

O cantor Junior, da dupla Sandy e Junior, se manifestou sobre as queimadas na Amazônia no show de hoje no Allianz Parque, em São Paulo, e fez um apelo em defesa da floresta. "Deixe a nossa Amazônia em paz", disse o cantor depois da música "Libertar", em que ele faz a primeira voz.

Após a fala de Junior, parte do público se manifestou com gritos contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Nesse momento, a dupla já não estava mais no palco e um vídeo de introdução da próxima música já aparecia no telão.

Com lotação máxima de 45.500 pessoas, o show de Sandy e Junior em São Paulo é, até agora, o maior da turnê. O show de encerramento, em novembro, deve bater o recorde de público.

Amanhã, Sandy e Junior fazem mais uma apresentação no Allianz Parque também com lotação máxima. A turnê volta para São Paulo em outubro, nos dias 12 e 13. Os shows extras estão com ingressos esgotados.

Depois de São Paulo, as próximas paradas da dupla são Porto Alegre, Belém, Manaus e dois shows internacionais, um em Nova York e outro em Lisboa. A turnê Nossa História termina com um mega show no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, em 9 de novembro.

Queimadas dispararam em agosto

As queimadas na Amazônia dispararam em agosto, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que faz monitoramento de focos de incêndio via satélite.

Até ontem, houve 31.375 focos de incêndio registrados em agosto nos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) -- mais de três vezes o número de julho (8.876).

O avanço das queimadas na Amazônia atraiu a atenção de políticos e celebridades, principalmente no exterior, colocando o governo Bolsonaro sob uma pressão externa inédita nestes primeiros oito meses de mandato.

Hoje, na reunião do G7, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a "mobilização de todas as potências" contra as queimadas na Amazônia. Ele defendeu também o bloqueio do recente acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que demorou duas décadas para ser finalizado -- Reino Unido, Alemanha e Espanha discordaram da posição francesa.

O governo brasileiro, por sua vez, espera que os EUA barrem qualquer conversa sobre a Amazônia no G7, defendendo que só aceitarão dialogar sobre o tema com a presença do Brasil.

Em pronunciamento feito ontem em rede nacional, Bolsonaro afirmou que incêndios florestais acontecem em todo o mundo e não podem "servir de pretexto para sanções internacionais".

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