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Capelli: Lula deve rejeitar 'pressões identitárias' para indicação ao STF

O Secretário Executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Capelli, defendeu que Lula escolha os próximos indicados para a PGR e STF sem "pressões corporativas e identitárias".

O que aconteceu:

Capelli defendeu que a indicação é feita pelo povo "através de seu representante eleito" e que, por isso, Lula deve pensar somente no "mais elevado interesse nacional".

O presidente Lula presta mais um grande serviço ao país ao rejeitar pressões corporativas e identitárias em nome do mais elevado interesse nacional.
Ricardo Capelli

A fala vem um dia após o presidente afirmar já ter "várias pessoas na mira", mas que não precisava ser questionado sobre raça ou gênero. Lula também disse não ter "angústia" para indicar os nomes.

Lula tem sido pressionado por apoiadores e setores progressistas para indicar uma mulher na vaga da ministra Rosa Weber, que se aposenta em 2 de outubro.

Oficialmente, o governo diz que não está nada fechado, mas os questionamentos têm trazido desconforto à cúpula do governo. O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) reforça que a escolha é uma "prerrogativa do presidente".

O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas — dois homens brancos —, estão entre os favoritos. O nome do ministro da Justiça, Flávio Dino, também é cotado, embora o próprio negue.

O critério não será mais esse [raça ou gênero]. Eu estou muito tranquilo, por isso que eu estou dizendo que eu vou escolher uma pessoa que possa atender aos interesses e expectativas do Brasil, uma pessoa que possa servir o Brasil. Uma pessoa que tenha respeito com a sociedade brasileira.
Lula

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