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China examina muito de perto possíveis destroços localizados por satélite

Imagens de satélite chinês mostram destroços no sul do mar da China que podem ser do avião do voo MH370 da Malaysia Airlines, na Malásia, que está desaparecido - Reprodução/CNN
Imagens de satélite chinês mostram destroços no sul do mar da China que podem ser do avião do voo MH370 da Malaysia Airlines, na Malásia, que está desaparecido Imagem: Reprodução/CNN

Do UOL, em São Paulo

13/03/2014 03h14

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou nesta quinta-feira que a China examina "muito de perto" a possível descoberta dos destroços - localizados por seus satélites - do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde o último sábado.

Em entrevista coletiva no encerramento das sessões anuais da Assembleia Nacional Popular (ANP), o Legislativo chinês, Li assegurou que "enquanto houver esperança, não retrocederemos e continuaremos as buscas".

O governo chinês publicou hoje em um de seus sites oficiais três imagens captadas por um de seus satélites de possíveis destroços do avião desaparecido quando fazia a rota Kuala Lumpur-Pequim com 239 pessoas a bordo.

As imagens foram feitas no domingo, dia 9 de março, pela manhã, mas não foram reveladas até hoje pela Administração de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional do país asiático.

O primeiro-ministro afirmou que tanto o governo, como o povo chinês, esperam "ansiosamente por notícias".

A China iniciou uma "ampla" operação de resposta, que inclui o envio de oito navios para as buscas do avião, aos quais se juntará outro que está no caminho, além de dez satélites que tentam localizar informações.

"Estudaremos qualquer pista, por menor que ela seja", prometeu o primeiro-ministro, que informou que "estamos examinando muito de perto" os possíveis destroços que os satélites detectaram.

Após lembrar que se trata de um esforço internacional, afirmou que a China insiste constantemente para o restante dos países envolvidos nas buscas que "forneçam todos os meios possíveis, investiguem as causas e administrem rapidamente tudo o que for relacionado com o caso".

As imagens captadas pelo satélite situariam o avião no Mar do Sul da China, perto de onde começou a busca inicial pela aeronave antes da ampliação da zona de rastreamento com as hipóteses de uma mudança de rumo ou de uma tentativa de retorno ao ponto de partida.

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Após a publicação das fotos, o responsável pela aviação civil chinesa, Li Jiaxiang, disse que as autoridades ainda não podem confirmar se os destroços encontrados têm relação com o avião desaparecido.

"Os satélites chineses encontraram fumaça e objetos flutuantes. Por enquanto não podemos confirmar qualquer relação com o avião desaparecido", explicou.

Em seu site, o departamento governamental chinês detalhou que os objetos suspeitos foram localizados "a cerca de 6,7 graus latitude norte e 105,63 graus longitude leste" e que se estendem por uma área "com um raio de 20 quilômetros".

Além disso, especificou que o tamanho dos montes de destroços "é de 13x18 metros, 14x19 metros e 24x22 metros aproximadamente, segundo os cálculos do satélite".

Após conhecer essas informações, a Sétima Frota dos Estados Unidos disse à emissora nacional "CNBC" que não deve mudar sua área de buscas pelo avião desaparecido.

O voo MH370 decolou de Kuala Lumpur, na Malásia, no último sábado às 0h41 locais (13h41 de Brasília da sexta-feira) e tinha previsão de chegada em Pequim seis horas mais tarde.

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