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Dilma sobe e tem 36,4% das intenções de voto, diz pesquisa CNT/MDA

Guilherme Balza

Do UOL, em Brasília

2013-09-10T10:44:28

2013-09-10T12:56:59

10/09/2013 10h44Atualizada em 10/09/2013 12h56

Pesquisa de opinião divulgada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) em parceria com o instituto MDA divulgada nesta terça-feira (10) mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 36,4% das intenções de voto para as eleições de 2014, três pontos percentuais a mais que na pesquisa anterior. No entanto, a presidente não venceria a disputa no primeiro turno.

Na pesquisa anterior, divulgada pela CNT/MDA em 16 de julho, ainda sob o impacto da onda de manifestações que se espalhou pelo país em junho, a presidente estava com 33,4%, uma queda de 19 pontos percentuais com relação à pesquisa em anterior divulgado pelo mesmo instituto em 11 de junho, que não captou os efeitos dos protestos. Naquela pesquisa, Dilma estava com 52,8% das intenções de voto e venceria as eleições já no primeiro turno.

A ex-senadora Marina Silva, possível candidata à Presidência pela Rede Sustentabilidade –que busca conseguir seu registro como partido na Justiça Eleitoral--, tinha 20,7% das intenções em julho e 12,5% em junho. Marina também subiu e aparece agora com 22,4% das intenções de voto.

O senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB, detinha 15,2% das intenções de voto na pesquisa de julho e 17% na de junho e aparece agora com o mesmo percentual: 15,2%.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também possível candidato à sucessão presidencial, estava com 3,7% das intenções em junho e subiu para 7,4% em julho, caindo agora para 5,2%.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, das cinco regiões, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro de 2013. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Outros cenários e segundo turno

Na pesquisa espontânea, Dilma ainda é o nome mais lembrado pelos entrevistados para as eleições de 2014, com 16% de menções. Ela é seguida pelo ex-presidente Lula (9,7%), Marina Silva (5,8%), Aécio (4,7%), Eduardo Campos (1,6%), o ex-governador de São Paulo José Serra (1%), do PSDB, o atual governador paulita, Geraldo Alckmin (0,5%), também do PSDB, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (0,5%), sem partido.

Os pesquisadores também consultaram os entrevistados sobre em quem votariam em um eventual segundo turno. Dilma vence em todos os cenários. Contra Marina Silva, Dilma teria 40,7% dos votos, vencendo a adversária, que teria 31,9%. Dilma teria 44% dos votos contra 24,5% de Aécio Neves, e 46,7% contra 16,8% de Eduardo Campos.

Intenções de voto para 2014

  • Arte/UOL

    A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais

Se o segundo turno fosse excluísse Dilma, Marina Silva venceria Aécio Neves (39% contra 22%) e Eduardo Campos (45% contra 12,5%). Já na disputa entre o tucano e o pessebista, Aécio levaria a melhor, com 30,9% contra 14,9% de Campos.

Os entrevistados foram questionados ainda sobre qual partido gostariam de ver na Presidência da República a partir de 2015. A principal resposta dos entrevistados foi "não sabe/não respondeu", opção de 39,1%, seguida por "nenhum", com 26,56%. O PT foi o mais lembrado, com 21,9%; seguido pelo PSDB, com 4,5% e pelo PMDB, com 3,1%. O partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, ainda não foi oficialmente criado e não aparece na pesquisa.

Rejeição e limite de voto

A pesquisa CNT/MDA sondou os entrevistados sobre a rejeição e o limite de votos dos candidatos.

Dilma é a pré-candidata mais conhecida (apenas 0,8% declaram que não a conhecem), mas também a mais rejeitada: 41,6% não votariam na presidente de jeito nenhum.

A rejeição de Marina Silva ficou em 30,8%; contra 36,8% de Aécio e 33,5% de Campos.

O pré-candidato mais desconhecido é Eduardo Campos -- 34,7% declaram não conhecer o governador de Pernambuco.

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Aprovação do governo

De acordo com a pesquisa, aprovação ao governo Dilma também melhorou e chegou a 38,1%, contra 21,9% que desaprovam. Na pesquisa anterior, divulgada pela CNT/MDA em 16 de julho, sob o impacto da onda de manifestações que se espalhou pelo país em junho, Dilma tinha aprovação de 31,3%, ante a 54,2% da pesquisa anterior, divulgada em 11 de junho.

A aprovação pessoa da presidente era de 73,7% em junho e oscilou negativamente para 49,3% em julho.
 

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