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Ao lançar esboço de programa de governo, Aécio diz que manterá Mais Médicos

Beto Nociti/Estadão Conteúdo
Ao lançar esboço do programa de governo do PSDB para 2014, o presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), afirmou que deve manter o programa Mais Médicos Imagem: Beto Nociti/Estadão Conteúdo

Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

17/12/2013 15h47Atualizada em 17/12/2013 17h27

Ao lançar esboço do programa de governo do PSDB para 2014, o presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira (17) que, caso vençam as eleições, os médicos cubanos do programa Mais Médicos continuarão trabalhando no país, mas, ao contrário do que acontece hoje, receberão diretamente o salário de R$ 10 mil, pois não quer financiar “uma ditadura através de um projeto de saúde”.

“Claro que vamos permitir a permanência dos médicos. Queremos médicos se não tivermos médicos suficientes, mas receberão aqui os 10 mil reais. (...) Não financiaremos uma ditadura através de um projeto de saúde”, disse a uma plateia lotada de aliados em um auditório da Câmara. Pelo programa lançado em julho, os salários dos profissionais cubanos que atuam no Brasil são pagos ao governo da ilha, que depois repassa parte dele.

Aécio fez duras críticas ao governo federal, sob o comando do PT desde 2003, e, especialmente, à sua política econômica.

“O Brasil, que há dez anos despontava como um dos mais desenvolvidos, hoje está no final da fila. Nós criamos a responsabilidade fiscal, e eles [o PT] criaram a contabilidade criativa, o que fez com que o nível de investimentos neste trimestre caísse”, afirmou.

Em cada uma das 12 diretrizes do documento, Aécio, provável candidato tucano à Presidência em 2014, comparou as propostas do seu partido à maneira como essas áreas são conduzidas pelo PT.

“[O documento] é fruto de uma caminhada profunda de um Brasil real que se contrapõe a um Brasil virtual apresentado na propaganda oficial”, afirmou Aécio.

Logo no primeiro ponto, Aécio fez um ataque ao PT destacou o compromisso da sua legenda com a ética e o combate à corrupção, numa alusão ao julgamento do mensalão, que terminou com ex-dirigentes petistas atrás das grades.

Na seara econômica, o tucano defendeu que o país precisa recuperar a credibilidade para atrair investimentos. Outra diretriz trata do agronegócio, que, na visão do PSDB, precisaria de uma "gestão técnica" e "livre do aparelhamento político".

Aécio também apontou a necessidade de se ter um Estado eficiente para servir aos cidadãos. O partido defende mais autonomia para Estados e municípios, com a União executando um papel mais regulador do que executor. Além disso, traz propostas de melhorias na infraestrutura do país com vistas a aumentar a produtividade.

Também foi incluído no documento o combate à pobreza, área em que o governo Dilma é um dos mais bem avaliados em pesquisas de opinião. A proposta dos tucanos é criar mais oportunidades para que os beneficiários de programas sociais consigam ficar independentes.

O documento contempla também sugestões para o meio ambiente, principal bandeira da ex-senadora Marina Silva, que se aliou ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível adversário de Aécio nas urnas.

Em resposta à onda de protestos de junho, o PSDB traz propostas para melhoria nos setores de educação, saúde, transporte e segurança.

Para a área de educação, a sigla propõe a criação de uma Lei de Responsabilidade Educacional, com metas e o pagamento de bônus a docentes conforme o desempenho.

Em relação à segurança, a cargo hoje dos Estados, o partido quer implementar uma política nacional de segurança pública, dando mais responsabilidade para a União no combate à violência.

O documento ficará disponível no site "Conversa com brasileiros", para consulta pública, antes de ser submetido à Executiva Nacional do partido, no ano que vem.