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Presa suspeita de intermediar tráfico de drogas entre facções de RJ e SP

22.ago.2018 - Delegado da DECOD (Delegacia de Combate as Drogas), Felipe Cury, explica operação em favelas no Rio de Janeiro - Maíra Coelho/Estadão Conteúdo
22.ago.2018 - Delegado da DECOD (Delegacia de Combate as Drogas), Felipe Cury, explica operação em favelas no Rio de Janeiro Imagem: Maíra Coelho/Estadão Conteúdo

22/08/2018 16h39

Uma operação feita no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (22) prendeu uma suspeita de intermediar o tráfico de drogas e armas entre facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Marcela das Chagas é acusada de ter cargo de comando nas negociações entre as duas facções e foi um dos alvos da Operação Fractions (fração, em português), que prendeu 13 pessoas na zona norte do Estado, na Baixada Fluminense e em cidades do litoral.

Além de Marcela, chama a atenção a prisão de mais duas mulheres: Thaysa Aparecida Campos da Conceição, a Magrinha, e Daiana da Silva Rodrigues. Elas são apontadas pela polícia como responsáveis pelo abastecimento do tráfico de drogas em Bangu IV, no Complexo Penitenciário de Gericinó.

No total, foram presas cinco mulheres na operação, que contou com a participação de 250 policiais civis, comandada pela Delegacia de Combate às Drogas (DCD) do Rio, para cumprir 30 mandados de prisão.

O alvo foi o Complexo de São Carlos, nos morros do São Carlos, da Mineira e Querosene, além das comunidades Vila Aliança, Rola e Antares, todas na zona norte, além de comunidades em Itaboraí, Angra dos Reis, Macaé e Baixada Fluminense.

Investigações

As investigações da DCD concluíram que há uma disputa territorial entre as quadrilhas que dominam o tráfico nas comunidades do Complexo de São Carlos e da Rocinha, esta última na zona sul.

A guerra começou em setembro do ano passado, quando o traficante Rogerio Avelino da Silva, o Rogerio 157, então comandando o tráfico da Rocinha, aliou-se à maior facção criminosa de São Paulo.

A partir daí, os traficantes do Complexo de São Carlos iniciaram uma disputa para devolver o controle do tráfico na Rocinha à antiga facção, comandada por Antonio Bonfim Lopes, o Nem. A guerra levou ao fechamento dos acessos a São Conrado dias antes do início do Rock in Rio.

Atualmente, Nem e Rogerio 157 estão presos na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.