Dia 12 da guerra: EUA vetam proposta na ONU; países têm atos contra Israel

Um veto dos Estados Unidos impediu que a ONU recomendasse uma pausa humanitária na guerra entre Israel e Hamas. Em votação do Conselho de Segurança nessa quarta-feira (18), o país foi o único a rejeitar a resolução proposta pelo Brasil.

O que aconteceu

Dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU, 12 votaram a favor da proposta brasileira, mas o texto não foi aprovado. Como um dos cinco membros permanentes do conselho, os EUA têm poder de veto sobre qualquer resolução.

A decisão foi tomada no mesmo dia em que Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, chegou a Israel. O presidente dos EUA declarou que os israelenses "não estão sozinhos" na luta contra o Hamas e que a prioridade é libertar os reféns em poder do grupo radical palestino.

Os EUA têm dado ajuda militar a Israel. Nesta quarta, chegou à costa israelense um porta-aviões norte-americano, considerado o maior navio de guerra do mundo. Os EUA também deverão aportar pelo menos US$ 10 bilhões nas forças de Israel.

O veto dos EUA à proposta na ONU foi alvo de críticas. Além de embaixadores de países como China e Rússia, organizações como a Human Rights Watch se disseram decepcionadas com a rejeição do texto.

Em 12 dias, a guerra deixou quase 5 mil mortos, segundo autoridades dos dois lados. Entre os palestinos, de acordo com o Ministério da Saúde local, são 3.540 mortos, sendo 3.478 em Gaza e 62 na Cisjordânia. Em Israel são mais de 1.400 mortos, diz o governo.

Países têm atos contra Israel

Segundo as autoridades palestinas, 471 pessoas morreram no bombardeio ao hospital Al-Ahly Arab, na última terça (17). Israel afirma que o local foi atingido por um disparo da Jihad Islâmica, aliada do Hamas, que teria errado o alvo. Os dois grupos palestinos negam e acusam os israelenses pelo ataque.

O bombardeio do hospital provocou protestos contra Israel pelo mundo. Manifestantes se reuniram em países simpáticos à causa palestina, como Turquia, Tunísia, Líbano e Irã, e também nos Estados Unidos e no Canadá.

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O governo iraniano defendeu sanções contra Israel. O Ministério das Relações Exteriores do país divulgou um comunicado incitando os países islâmicos a adotarem medidas como um embargo de petróleo contra os israelenses.

Israel anuncia zona humanitária

No fim do dia, Biden afirmou que o Egito concordou em abrir a passagem de Rafah, que liga o país à Faixa de Gaza. O objetivo é enviar suprimentos de ajuda humanitária ao território palestino — seriam cerca de 20 caminhões. O regime egípcio divulgou comunicado em que afirma que os presidentes conversaram sobre "maneiras para acelerar o ingresso" desse material.

O exército israelense havia anunciado a criação de uma zona humanitária ao sul da Faixa de Gaza. O corredor, segundo o governo israelense, será estabelecido em Al-Mawasi, na costa sul do território palestino.

Israel se comprometeu a não bloquear a entrada de auxílio para a população de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o país não vai se opor à entrega de água, alimentos e medicamentos, mas que "qualquer suprimento que chegue ao Hamas será neutralizado".

Cerca de 30 brasileiros ainda esperam para deixar a Faixa de Gaza. Até agora, segundo o Itamaraty, o Brasil já repatriou 1.137 pessoas que estavam em Israel. Os brasileiros em Gaza aguardam a abertura da fronteira com o Egito.

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