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Ao lado de FHC e Alckmin, Aécio é recebido em SP com status de presidenciável

Guilherme Balza

Do UOL, em São Paulo

2013-03-25T20:15:54

2013-03-26T00:12:47

25/03/2013 20h15Atualizada em 26/03/2013 00h12

O senador tucano Aécio Neves (MG) foi recebido no congresso do diretório paulista do PSDB, realizado na noite desta segunda-feira (25), em São Paulo, com o status de futuro candidato da sigla à presidência. O governador Geraldo Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram os anfitriões de Aécio. O ex-governador José Serra, em viagem aos Estados Unidos, não compareceu ao evento.

Em discurso à militância que durou 13 minutos, Aécio fez duras críticas ao governo do PT e incitou a militância a ir às ruas comparar o programa tucano com o petista para "mostrar que somos melhores do que eles".

“O PSDB, de Geraldo Alckmin e de FHC, é o PSDB que irá se apresentar ao Brasil com clareza absoluta. Não temos o que temer no debate político com o PT. Vamos falar de economia sim: o maior programa de distribuição de renda da nossa história não foi o Bolsa Família, foi o Plano Real”, disse.

Veja trechos dos discursos de Aécio, FHC e Alckmin

Assim que Aécio começou o discurso, a militância o saudou com os gritos de "Brasil, urgente, Aécio presidente". O senador chamou Dilma de ingrata, por, segundo o tucano, não reconhecer que o PSDB deu início aos programas sociais do atual governo. “O DNA de todos os programas de transferência de renda está no PSDB. E a presidente da República sequer tem a coragem de agradecer ao seu antecessor.”

Evento do PSDB em SP fecha avenida e atrapalha trânsito

  • O evento do PSDB atrapalhou o trânsito na avenida Indianópolis, na zona sul de São Paulo, onde fica o diretório estadual da sigla. Por volta de 20h30, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) fechou todas as pistas da avenida no sentido Ibirapuera, na altura do acesso à avenida Rubem Berta, durante cerca de 15 minutos, para que o governador deixasse o local "com segurança". O bloqueio provocou congestionamento na via e irritou os motoristas.

Em discurso que antecedeu Aécio, o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do PSDB paulista, disse que a "militância quer lançar candidato [à Presidência da República] já" e que a sigla "não pode demorar" para escolher o seu nome para a sucessão presidencial.

O senador Aloysio Nunes (SP) disse estar “louco de vontade para fazer campanha” para Aécio. O deputado federal Sérgio Guerra (PE), presidente nacional da legenda, disse que o PSDB precisa de um candidato que "venha do povo" e afirmou estar "convencido de que essa candidatura é de Aécio Neves."

Alckmin pede a Aécio que assuma presidência do PSDB

Antes de discursar, Aécio concedeu uma breve entrevista à imprensa, acompanhado de FHC, Alckmin e outras lideranças. Pedro Tobias abriu a coletiva e apresentou o senador como “nosso candidato a presidente”. 

Na entrevista coletiva, o mineiro evitou se colocar na condição de candidato e disse que “não é hora de antecipar o processo eleitoral”.  "Quem fez isso foi o governo", criticou.

Aécio afirmou, entretanto, que o PSDB não tem “sequer direito de se negar a apresentar o Brasil uma alternativa ao modelo de governo que aí está.”

Também presente na coletiva, Alckmin não entrou no tema das eleições presidenciais, mas pediu a Aécio que ele assuma a presidência nacional do PSDB e percorra o país. “O que eu sinto do PSDB, Aécio, é que você assuma a presidência do PSDB, percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro. Fale ao povo brasileiro e una o partido.”

Até então, Alckmin havia evitado se posicionar de modo enfático sobre Aécio ocupar a presidência da sigla.

Em resposta a Alckmin durante seu discurso, Aécio afirmou que irá viajará o país. “Percorrerei o Brasil de cabeça erguida, dizendo que faremos muito mais, que somos muito melhores [do que o PT].”

FHC pede unidade ao partido; Aécio busca "grandioso projeto de Brasil"

Como esperado, FHC fez um discurso pedindo unidade ao partido. “Tenho certeza que estamos começando a reorganizar o partido. O momento atual é de unidade. O apelo maior, a todos brasileiros, é que o PSDB vai marchar junto pra que possa apresentar ao país com força e com vigor pra que possamos receber o apoio eleitoral dos brasileiros.” O ex-presidente voltou a dizer que o PSDB "precisa de um banho de povo" para vencer as eleições.

Aécio endossou as palavras de unidade do ex-presidente. “Hoje, mais do que nunca, é fundamental que construamos a nossa unidade não em torno de pessoas ou nomes, mas em torno de um grandioso projeto de Brasil”, disse. “Só a unidade do PSDB nos levará a vitória.”

Ausência de Serra

Após o final do evento, Aécio foi questionado por jornalistas sobre a ausência de Serra e se acredita que o ex-governador de São Paulo se engajaria em uma eventual campanha do senador à Presidência. "Com a absoluta convicção. Pela história do Serra, ele estará com o partido, estará conosco."

O mineiro negou ainda que já esteja em campanha para a Presidência da República. "Estou em campanha pela Presidência do partido."

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