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Morre o 3º militar baleado em confronto em operação das Forças Armadas no Rio

21.ago.2018 - Enterro do cabo do Exército Fabiano de Oliveira Santos em Japeri, Baixada Fluminense - UOL
21.ago.2018 - Enterro do cabo do Exército Fabiano de Oliveira Santos em Japeri, Baixada Fluminense Imagem: UOL

Do UOL, no Rio

22/08/2018 13h17

O CML (Comando Militar do Leste) confirmou no começo da tarde desta quarta-feira (22) a morte do soldado Marcus Vinícius Viana Ribeiro, o terceiro militar morto em decorrência da operação realizada pelas Forças Armadas nos complexos da Penha, Alemão e Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, na segunda-feira (20). Na ocasião, ele foi ferido na perna e estava internado no Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu.

O Comando Conjunto da intervenção lamentou a morte do militar. A circunstância e o local em que Ribeiro foi ferido não foram informados.

Na segunda, o cabo Fabiano de Oliveira Santos e o soldado João Viktor da Silva morreram em confronto. Os dois foram enterrados nesta terça-feira (21), no cemitério de Japeri, na Baixada Fluminense, com honras militares.

A morte foi confirmada pouco após o Gabinete de Intervenção ter anunciado a ocupação dos três conjuntos de favelas por tempo indeterminado. Desde segunda-feira (20), 70 pessoas foram presas, e cinco suspeitos e três policiais morreram. O trabalho conjunto das Forças Armadas e das polícias Militar e Civil envolve mais de 4.200 homens. Desde o início dos trabalhos 16 armas --entre elas, cinco fuzis-- foram apreendidas. A ação apreendeu também 642 kg de maconha e 1.045 munições.

O elevado número de mortes na operação chamou a atenção de especialistas, que criticaram a estratégia de confrontos diretos com o crime organizado adotada pelas forças de segurança.

Temer lamenta morte

Pelo Twitter, o presidente Michel Temer lamentou a morte do soldado Marcus Vinícius Viana Ribeiro. "Com pesar recebi a notícia da morte. Minha solidariedade à família e amigos do militar", escreveu.

Moradores denunciam supostos abusos

Nos últimos dias, moradores das comunidades da Maré, Penha e Alemão têm denunciado supostos abusos por parte de policiais e militares.

Nesta quarta-feira, representantes da Defensoria Pública do Estado estiveram nas comunidades da zona norte. Os defensores analisam relatos de moradores que dizem ter tido casas invadidas, pertences revirados e outros bens destruídos. O órgão também acompanha as audiências de custódia dos presos.

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