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Aos 64, Cadillac bate recorde no Anhembi: "Se fosse velha, estaria deitada"

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

25/02/2019 04h00

A uma semana do Carnaval, a rotina de Rita Cadillac está uma "loucura boa", como ela gosta de definir. A eterna chacrete é madrinha de quatro blocos (Xique Xique do Cairo, É uma Bosta Mas a Gente Gosta, Dixcontração e Cecílias e Buarques) e da escola de samba Unidos do Peruche, o que lhe rendeu o posto de madrinha mais velha no Anhembi.

O recorde não incomoda Cadillac, que lida muito bem com sua idade. "Sou eu a madrinha mais velha do Carnaval de São Paulo. Não posso negar, tenho 64 anos", afirma a musa.

Entre uma pose e outra do ensaio para o UOL, ela mostrou sua elasticidade que faria inveja às madrinhas mais jovens. "Vem do balé clássico", explica. Para Rita, a juventude e a velhice não têm nada a ver com a idade.

Eu? Velha? Se eu estivesse velha, meu filho, eu estaria dentro da minha casa, deitada, dormindo, e achando tudo lindo!

Estreia como madrinha

Rita Cadillac posa na quadra da Unidos do Peruche - Iwi Onodera/UOL - Iwi Onodera/UOL
Rita Cadillac posa na quadra da Unidos do Peruche
Imagem: Iwi Onodera/UOL
Rita posou na quadra da escola que a trouxe de volta à folia no Anhembi. A ex-chacrete nem pensava em desfilar e planeja desde 2017 sua aposentadoria da avenida. Em 2018, sambou na homenagem a Chacrinha pela Grande Rio. Neste ano, estará à frente da bateria da Peruche.

"Minha escola de coração, pela qual sempre desfilei, é a X-9 Paulistana. Ano passado, falei que não desfilaria mais em nenhuma. Mas veio o Chacrinha na Grande Rio. Falei: 'Tá, vamos. Depois, acabou, não vou mais desfilar. Estou cansada de ter problemas com roupa'. Aí me ligaram: 'Rita, vai desfilar esse ano?'. Respondi: 'Esse ano vou ficar dentro da minha casa vendo tudo pela televisão! O máximo é bloquinho para eu brincar", conta.

Rebaixada em 2018, a tradicional Peruche tentará voltar ao Grupo Especial homenageando a África. Rita Cadillac estreará como madrinha representando as deusas egípcias Nefertiti e Ísis, com uma fantasia assinada pelo carnavalesco Amauri Santos.

"A única coisa que posso falar é que a fantasia tem uma asa. A rainha de bateria tem que ser samba no pé. A madrinha deve dar umas [ensaia passos de samba] e apresentar a bateria e a rainha", diz.

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