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Segunda caixa-preta é encontrada; veja acusações e questões sobre a queda do avião

18/07/2014 07h01Atualizada em 18/07/2014 08h45

Equipes de resgate afirmaram ter encontrado nesta sexta-feira (18) a segunda caixa-preta da aeronave da Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia, deixando 298 mortos.

Na quinta-feira, separatistas pró-russos já haviam encontrado a outra caixa-preta e enviado os registros para Moscou, segundo a agência de notícias Interfax.

A entrega da caixa-preta para outro país foi apontada como possível controvérsia internacional.

A Ucrânia, no entanto, integra um tratado que reconhece um órgão russo como agência capacitada para investigação de acidentes aéreos.

O que aconteceu

Quase 300 pessoas morreram na queda da aeronave no leste da Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia - uma área sob intensa disputa geopolítica e militar.

Após o incidente, ambos os lados no conflito ucraniano apontaram o dedo para o outro, acusando-se mutuamente de abater a aeronave.

O voo MH17 saiu de Amsterdã, na Holanda, às 12h15 do horário local (7h15 em Brasília), com destino a Kuala Lumpur, capital da Malásia.


De acordo com a Malaysia Airlines, o avião perdeu contato quatro horas mais tarde, a 50 km da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.

Segundo o controle de tráfego aéreo, o avião havia acabado de entrar no espaço aéreo russo. O jato carregava 280 passageiros e 15 tripulantes.

O pouso da aeronave estava previsto para as 6h10 de sexta-feira no horário de Kuala Lumpur (19h10 da quinta-feira no horário de Brasília).

O avião era um Boeing 777-200ER - o mesmo modelo do voo da Malaysia Airlines vôo MH370, que desapareceu fazendo o trecho Kuala Lumpur-Pequim em março.

Trajeto do voo MH17 - Arte/UOL - Arte/UOL
Voo ia de Amsterdã (Holanda) para Kuala Lumpur (Malásia)
Imagem: Arte/UOL

As acusações

Após o incidente, tanto o governo ucraniano quanto os rebeldes pró-russos, que estão envolvidos em combates na região, trocaram acusações de que o outro lado havia derrubado o avião com um míssil.

Os destroços foram encontrados espalhados em um raio de 15 km da vila de Grobovo, que é controlada pelos separatistas.

Um assessor do ministro do Interior ucraniano, Anton Herashchenko, disse que o avião foi atingido por um míssil disparado a uma altitude de 10 mil metros por um sistema de mísseis aéreos direcionais Buk, um tipo de lançador de médio alcance de fabricação russa.

Também conhecido como SA-11 Gadfly (ou mais recente SA-17 Grizzly), o Buk é um sistema de mísseis aéreos direcionais de médio porte e fabricação russa.

Os disparos podem atingir alvos a uma altitude de 22 mil metros com mísseis que viajam a até 1.020 metros por segundo.

O líder separatista Alexander Borodai disse que os sistemas antiaéreos dos separatistas não têm capacidade de abater aeronaves a esta altitude, e acusou a força aérea ucraniana de abater a aeronave.

"Aparentemente, é um avião de passageiros de fato, verdadeiramente abatido pela força aérea ucraniana", disse Borodai à estatal Rossiya 24 emissora de TV da Rússia.

Mais sobre o avião abatido

  • Coincidência

    Este é o 4º acidente aéreo em 17 de julho: outros três aviões caíram nos dias 17 de julho de 1996, 2000 e 2007.

  • Principais ataques

    Se for confirmado que a aeronave foi derrubada por um míssil, terá sido o ataque mais mortífero contra um voo comercial desde os anos 1960. Desde 1967, mais de 700 pessoas foram mortas em 19 incidentes envolvendo ataques com disparos propositais.

  • Morte instantânea

    "Quase ninguém a bordo soube o que estava acontecendo. Se não morreram instantaneamente, ficaram inconscientes em frações de segundos." A afirmação é de Justin Bronk, pesquisador britânico da área de defesa e segurança.

  • Abate poderia ter sido evitado

    Aviões comerciais como o Boeing 777 da Malaysia Airlines que foi sobre a fronteira da Ucrânia com a Rússia não possuem nenhum dispositivo para despistar mísseis.

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