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Ofensiva militar israelense deixa mais de 120 mortos na Palestina

Do UOL, em São Paulo

12/07/2014 14h15

A ofensiva militar israelense prosseguia neste sábado (12) com os bombardeios a região da faixa de Gaza. Fontes palestinas dizem que 123 palestinos foram mortos. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), mais de três quartos são civis. Autoridades de Israel afirmam ter acertado mais de 60 alvos "terroristas" com ataques aéreos e que seis foguetes atingiram Israel. 

Segundo o Ministério da Saúde palestino, 126 pessoas morreram e 926 ficaram feridas durante os ataques. O departamento afirma que dois terços das vítimas são civis (entre eles mulheres, idosos e crianças) e que a região sofre com uma severa falta de material e equipamentos médicos nos hospitais para atender os feridos.

Três sobrinhos do antigo primeiro-ministro do Executivo do Hamas em Gaza, Ismael Haniyeh, morreram durante um ataque aéreo contra a casa da irmã do dirigente islamita no bairro de Sheikh Radwan. Segundo o Exército, o bombardeio aconteceu em uma operação conjunta com o Shin Bet, o serviço secreto interno israelense, no qual três milicianos relacionados com o lançamento de foguetes foram alcançados.

O novo conflito é o mais violento desde a operação "Pilar de Defesa", ocorrida em novembro de 2012. Na ocasião, 177 palestinos e seis israelenses foram mortos.

O Exército de Israel anunciou que afetou significativamente as capacidades do Hamas, o movimento islamita palestino que controla a faixa de Gaza, um território com 1,2 milhão de habitantes e com índice de pobreza de 39% da população, segundo o FMI.

O novo episódio de violência começou após o sequestro e assassinato de três estudantes israelenses no início de junho na Cisjordânia ocupada, crimes que Israel atribuiu ao Hamas. Pouco depois, um jovem palestino foi assassinado em Jerusalém por judeus de extrema-direita.

Em um esforço diplomático para tentar acabar com a violência, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para oferecer a mediação e restabelecer a calma no Oriente Médio. No entanto, o premier afirmou em uma entrevista coletiva em Tel Aviv na sexta-feira, que Israel resistirá a qualquer interferência internacional.

Entenda o conflito entre israelenses e palestinos

Os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, Estados Unidos, França e Alemanha se reunirão no domingo em Viena, onde devem abordar a ofensiva em Gaza.

O presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, advertiu neste sábado que uma escalada no conflito entre Israel e Gaza custaria mais "vidas inocentes".

O Conselho de Segurança da ONU pediu neste sábado um cessar-fogo entre palestinos e israelenses e expressou grave preocupação com o bem-estar e a proteção de civis em ambos os lados.(Com agências internacionais)