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Política

Em tom de campanha, Aécio diz que PT é leniente no combate à inflação

Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

11/04/2013 15h46Atualizada em 11/04/2013 17h20

Em tom de campanha, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato do partido nas eleições presidenciais de 2014, fez nesta quinta-feira (11) um discurso inflamado contra o governo federal na abertura de uma conferência organizada pelo PPS na Câmara dos Deputados. Ao lado do PSDB e do DEM, o PPS compõe a oposição ao governo no Congresso Nacional.

"Ao estar aqui neste evento do PPS, eu revisito as minhas próprias origens. Vamos disputar e vamos vencer essas eleições, porque o Brasil merece um governo muito melhor do que esse que aí está", afirmou, sendo aplaudido pelos demais presentes.

Aécio e Freire falam sobre eleições de 2014

“A leniência com a inflação está no DNA do PT, desde que o partido votou contra o Plano Real”, disse, enumerando em seguida o que apontou como problemas da atual gestão: “descontrole da inflação, crescimento pífio da economia e investimentos em infraestrutura paralisados”.

A declaração foi dada no dia em que a "Folha de S.Paulo" revelou que a presidente Dilma Rousseff admitiu que já trabalha com a possibilidade de o Banco Central elevar os juros na próxima semana, apesar de fazer uma avaliação positiva da inflação oficial de março. No mês passado, o IPCA avançou 0,47%, ante 0,60% em fevereiro.

Sobraram críticas também contra uma das principais bandeiras do governo Dilma Rousseff, o combate à pobreza. Segundo ele, o governo federal tentou “erradicar a miséria no Brasil por decreto, sem correspondência com a realidade”.

O senador, que é o mais cotado para assumir o comando do seu partido nas eleições internas do mês que vem, afirmou que o Brasil é o país da propaganda. “Dá a impressão que o Brasil foi descoberto em 2003 e que nada existia antes”, afirmou Aécio, acrescentando que foram “construções sucessivas que vieram permitir esse avanço”.

Aécio fez ainda um “convite, quase uma convocação” ao PPS para se aliar ao PSDB “em uma caminhada pelo país”, “independente de alianças formais, porque isso agora é secundário”.

“Nossas alianças não são construídas a partir de circunstâncias eleitorais, são baseadas em convicções comuns”, afirmou o senador.

Apesar do tom eleitoral, Aécio negou que tenha assumido o lançamento de sua candidatura a 2014 no evento do PPS. “Eu disse, com muita clareza, que em 2014 as candidaturas devem surgir. Não é hora ainda, não há necessidade de termos um nome. Essa é a parte mais fácil da equação, o que nós temos que construir é o discurso, o que essa candidatura vai representar. (...) Em 2014, as candidaturas vão surgir com muita naturalidade.”

"O que eu assumi aqui de público é que, convocado pelas bancada federal e do Senado, pelos diretórios estaduais de todo o Brasil, de todos os governadores do partido, meu nome estará à disposição do partido para presidi-lo a partir de maio."

No encontro, também estavam presentes o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o ex-deputado Fernando Gabeira (PV-RJ). No entanto, a ausência mais sentida foi a do ex-governador de São Paulo José Serra, que faltou ao compromisso por estar com dores na coluna, segundo Roberto Freire, presidente do PPS.

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