Topo

PF diz ao Supremo que não investiga 'conduta' de jornalista do Intercept

Glenn Greenwald, fundador do Intercept - Reprodução
Glenn Greenwald, fundador do Intercept Imagem: Reprodução

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

23/07/2019 18h32

O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que "a conduta" do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, não está sob investigação.

A comunicação foi enviada ao Supremo após o ministro Dias Toffoli pedir explicações à PF a partir de ação do partido Rede Sustentabilidade.

O partido pediu que o STF suspenda eventuais investigações contra o jornalista, autor de reportagens que mostraram diálogos entre o ministro da Justiça Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato. Segundo o Intercept, as mensagens foram entregues ao site por uma fonte.

O ministro da Justiça disse que seu celular foi alvo de uma tentativa de invasão por hackers e não tem reconhecido a autenticidade das mensagens.

A Rede entrou com a ação no STF após vir a público rumores de que a Polícia Federal teria solicitado ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) informações sobre movimentações financeiras de Greenwald, sob a suspeita de que as transações poderiam ter relação com as reportagens publicadas pelo Intercept.

"Não há inquérito policial instaurado com o objetivo de apurar a conduta do jornalista Glenn Greenwald", diz Valeixo no documento entregue ao STF.

Mais Política