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Não é só a Águia de Ouro... Veja outras polêmicas com Hitler no Carnaval

Ismael Toledo/FISESP
Fantasia de Walmir Sparapane, que causou polêmica na Águia de Ouro Imagem: Ismael Toledo/FISESP

André Luís Nery

Colaboração para o UOL

06/02/2019 06h54

No último sábado (2), um componente da Águia de Ouro provocou polêmica após participar do ensaio técnico da escola no sambódromo do Anhembi com uma fantasia que em muito se assemelhava a Hitler, com uma faixa presidencial do Brasil. O presidente da Águia de Ouro, Sidnei Carrioulo, negou que o traje usado pelo ator Walmir Sparapane tivesse a ver com Hitler ou com o presidente Jair Bolsonaro.  

Essa, por sinal, não é a primeira vez que temas sensíveis à comunidade judaíca provocam polêmica no Carnaval. Em 2008, a Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) entrou com uma ação na Justiça e conseguiu uma liminar proibindo a Viradouro de levar para a avenida um carro alegórico representando o holocausto. 

AFP
Imagem: AFP

"Um cara fantasiado de Hitler em cima de judeus mortos é brincadeira", disse o presidente da Fierj, Sérgio Niskier, na época.

Ainda em 2008, a escola de samba Estácio de Sá, que desfilava na época no Grupo de Acesso do Carnaval carioca, cortou de seu desfile uma ala chamada "Hitler" e fantasias com a cruz suástica. 

Outro caso que ganhou repercussão ocorreu em 2004. Na época, a comunidade judaica de São Paulo conseguiu impedir que Adolf Hitler se transformasse em personagem do Carnaval paulistano em 2005.

Segundo reportagem da "Folha de S. Paulo", o ditador nazista seria lembrado no sambódromo pela Vai-Vai. Na sinopse do enredo da escola, Hitler apareceria ao lado de Jesus, Buda e Gandhi como personagem "lembrado e imortalizado".